Por que prestar atenção à “longeratividade”?



Pronto, este é o termo: “longeratividade”! Foi criado pelo Instituto Locomotiva para designar o destino de uma geração que recebeu o benefício de aliar a longevidade à atividade.

Se considerarmos a história da humanidade, é recente a vida longa. Na Europa, por exemplo, em 1800, a expectativa de vida era de 33 anos. Em 1870, o avanço não tinha sido muito significativo: 36 anos. Em 1900, as pessoas viviam em média 43 anos. Hoje, um europeu vive mais de 80 anos.

O prolongamento da vida humana tem relação direta com o desenvolvimento da Medicina, com a evolução da indústria de medicamentos e com a produção e distribuição qualificada de alimentos.

A Association Of Mature American Citizens (AMAC) realizou um estudo que elenca os fatores responsáveis pelo aumento da expectativa de vida: atividade física, dieta saudável, bom sono, controle do estresse e conexão social.

Segundo os especialistas da entidade, a vida longa depende em 25% dos genes e em 75% do estilo de vida.

Hoje, há mais de 47 milhões de brasileiros que já ultrapassaram a marca de meio século. É o equivalente a uma Espanha inteira ou aproximadamente duas Austrálias.

Você que é veterano, lembra da musiquinha da Copa de 1970? Pois bem, dizia: “90 milhões em ação”, referindo-se a toda população brasileira da época. Em 2050, teremos 98 milhões de pessoas somente na faixa acima de 50 anos.

É possível que num futuro não muito distante as filas de prioridade do banco e do aeroporto sejam mais povoadas que aquelas convencionais. Esse fenômeno indica uma mudança nos paradigmas do universo do trabalho e também na definição de produtos e serviços.

Primeiramente, se saudáveis, muitas dessas pessoas continuarão trabalhando, ganhando dinheiro e, sobretudo, repassando conhecimento.

E continuarão a consumir. Com mais tempo livre, vão viajar mais e para destinos que satisfaçam suas demandas e necessidades. Olha como a indústria do turismo vai ter que se remodelar, ainda mais!

Essas pessoas exigirão atividades físicas especiais, em academias diferenciadas, com equipamentos que atendam a suas expectativas.

Os mais velhos tendem a comer de forma diferente, mais balanceada. Consomem medicamentos específicos e uma cosmética alinhada com a realidade sênior.

Nos Estados Unidos e na Europa, já se desenvolvem softwares, equipamentos robóticos e dispositivos de realidade virtual para dinamizar a jornada dos bem vividos.

Por meio desses sistemas, já é possível realizar uma consulta médica sem sair de casa. Programas especiais, cyberfísicos, processam dados pessoais em tempo real e preparam a melhor série de exercícios de condicionamento para o usuário.

Uma pesquisa divulgada no ano passado pelo Instituo Locomotiva revelou que, no Brasil, pelo menos 5,2 milhões de pessoas com mais de 60 anos utilizam regularmente a Internet. Em oito anos, verificou-se um salto de 940% neste nicho.

É um segmento da população que apresenta renda somada de R$ 330 bilhões por ano. Muitos desses veteranos não encontram grande dificuldade com as novas tecnologias e consomem cada vez mais pelos canais virtuais.

E você? Já passou dos 50? Quando vai ingressar no time? Como pretende viver seus longos anos grisalhos?

Pense nisso em duas dimensões. Planeje para aproveitar longevidade ativa e, ao mesmo tempo, avalie as espetaculares oportunidades que essas mudanças oferecem ao mundo dos negócios.

Afinal, a teoria, na prática, funciona!

Carlos Júlio Carlos Júlio: professor, palestrante, empresário e escritor. Leia mais artigos do Magia da Gestão. Siga @profcarlosjulio no twitter e seja fã no Facebook.
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terça-feira, 22/08/17