O que não esperar de 2018?



Primeiramente, agradeço a você e a todos que acompanham, curtem e compartilham os textos desta newsletter. Há nove anos, trabalho com muito afinco para identificar os temas do momento, compreendê-los e analisá-los à luz dos conhecimentos que constituem a magia da gestão.

Neste período, tenho tratado de variados assuntos do mundo da administração de negócios, incursionando especialmente pelos campos da educação, da política, da economia, da reinvenção, da negociação, da inovação e da sustentabilidade.

A superação de dificuldades marcou o Brasil em 2017. Empenhamo-nos para criar, manter, desenvolver ou reanimar empreendimentos. Assim, nos dispusemos a desvendar os mistérios da novidade, a aprimorar processos, a desperdiçar menos, a produzir mais, a elevar a produtividade e a lucratividade.

Ao mesmo tempo, nos exercitamos, muitas vezes com sucesso, na arte do entendimento, procurando eliminar ressentimentos, estabelecer acordos e buscar o bem comum.

Não resta dúvida de que 2017 representou uma grande escola para todos nós. Entre aqueles que não se abateram, muitos surfaram sobre as adversidades: economizaram, qualificaram, agilizaram e fizeram valer o esforço.

Ficaria a dúvida convencional: o que esperar de 2018? Prefiro, porém, virar do avesso a pergunta e a resposta.

Em 2018, não se pode esperar que o saber venha sem busca e dedicação. Haverá mais informação, mais complexidade e também mais ruído.

Quem quiser avançar, precisará filtrar os fatos, as fotos, os dados e os números difundidos. Saltarão na frente os que se educarem para decodificar a natureza da mudança.

Não se pode esperar de 2018 qualquer benefício da imobilidade. Reinvenção, agora, é para sempre. É processo contínuo. Quer manter-se relevante? Olhe a empresa, o mercado, o mundo. Atualize-se, inove e previna-se contra a obsolescência.

Não espere tampouco que o novo ano seja complacente com a irresponsabilidade, a negligência e a ganância. A realidade está mudando de baixo para cima.

Cada vez mais empoderados, clientes e consumidores fazem uso das ferramentas disponíveis para conquistar acessos e validar direitos. O atendimento displicente vai gerar detração imediata. O produto ruim vai ter seus defeitos divulgados aos quatro ventos.

Simultaneamente, as boas condutas de gestão, construtoras de benefícios compartilhados, emprestarão brilho e visibilidade a sua marca.

Por fim, não espere que 2018 seja generoso com aqueles que, na busca obsessiva pelo sucesso, abdiquem do sono, abandonem a alimentação saudável e se distanciem da família, dos amigos e da comunidade. Com estes, como sempre, o tempo será implacável.

Neste novo cenário, em que a ordem é viver mais, produzindo por mais tempo, busque a cooperação, o equilíbrio e integralidade. Mantenha seus valores, mas tenha a humildade de largar de lado o preconceito.

Trabalhe, sim, porque este é um caminho para a realização, mas aprenda a ser eficaz. Em menos tempo e gastando menos energia, você pode fazer mais e melhor.

Termino esta mensagem desejando um Feliz Natal, mesmo para os não-cristãos, acreditando que a data possa irmanar todos aqueles empenhados na missão de trocar o rancor pela conciliação, a raiva pelo amor.

Quanto a 2018, ele parece simpático, mas é preciso que você conquiste seu coração.

Afinal, a teoria, na prática, funciona!

Carlos Júlio Carlos Júlio: professor, palestrante, empresário e escritor. Leia mais artigos do Magia da Gestão. Siga @profcarlosjulio no twitter e seja fã no Facebook.
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sábado, 23/12/17