Metas corporativas e a gestão de fim de ano, como termina seu 2011?

Foi num piscar de olhos. Nem bem nos acostumamos com 2011 e ele já se encaminha para Dezembro.
A chegada do último mês do ano nos sugere uma reflexão importante: como o tempo influencia os processos de gestão?
É certo que o calendário nos regula. Temos rotinas diárias, semanais, mensais e anuais.
E é muito bom quando temos um plano de carreira ou um plano de negócios tecnicamente bem elaborado. Podemos planejar, executar, corrigir e analisar resultados.
Nenhum profissional ou empresa pode prescindir de um projeto consistente, que contemple o fazer na linha do tempo.
No entanto, o grande problema é quando os gestores se tornam escravos de suas agendas.
Por isso, utilizei o verbo “corrigir”. Quando traçamos metas corporativas, não sabemos exatamente o que vai ocorrer pelo caminho.
Pode ocorrer uma paralisação do fornecimento de insumos para a produção.
Um colaborador importante, num cargo de direção, pode ser seduzido pela concorrência.
O parlamento ou uma agência governamental pode mudar as regras para todo o segmento.
Ou aquele grande cliente pode simplesmente falir ou mudar o foco de seu negócio.
Por isso, precisamos estar sempre preparados para corrigir o rumo.
É a lição do sábio capitão da caravela. Ele analisa os ventos, verifica as correntes marítimas, consulta os mapas e redefine constantemente seu trajeto.
Por vezes, é melhor navegar de lado do que não navegar.
Nestes meses que antecedem o fim do ano, uma espécie de desespero toma conta de muitos executivos, focados em cumprir metas, custe o que custar.
Nem é preciso dizer que, normalmente, essas metas são financeiras. Enfim, mira-se na obtenção do lucro programado.
Para este fim, projetos são sacrificados, valores e princípios são desconsiderados e a pressão faz deteriorar as relações interpessoais.
O executivo experiente, ao contrário, sabe que o mundo não acaba em 2011 e que ele precisa chegar inteiro a 2012. Ele corrige o que precisa ser corrigido e, se for pelo bem da organização, tem a coragem de alterar sua própria meta.
Para muita gente, o tempo é uma camisa de força. Ele imobiliza, sufoca e escraviza. Para outros, o tempo é a energia natural (não é à toa que chamamos o conjunto de eventos climáticos de “tempo”) que nos move e transforma. Pense nisso enquanto navega, pois a teoria, na prática, sempre funciona!
quarta-feira, 16/11/11























