Geração Zezinho: Vem aí os filhos da Geração Y e da Geração Z.

edição 60 – publicado em 06 de setembro de 2011.
Sociólogos, educadores, empresários, profissionais de marketing e publicitários ainda quebram a cabeça para entender a geração Y (1979 – 1994) e a geração Z (de lá até nossos dias). Procuram saber quem são, o que pensam e como consomem.
Já expusemos as características desses grupos, destacando também os problemas na integração colaborativa entre os mais jovens e os veteranos, de modo especial no ambiente das organizações.
No entanto, o tempo não para e a mudança é veloz. Se alguns enigmas ainda não foram decifrados, outros já se apresentam.
E a pergunta é: o que vem agora?!
Para alguns especialistas, os nascidos neste ano (isto mesmo, 2011) já são membros de uma nova geração.
Mas, se Z era a última letra do nosso alfabeto, como nomear a nova safra de humanos?
Os sociólogos deram um jeito nisso, recorrendo ao alfabeto grego. A próxima geração foi denominada Alfa (A).
Particularmente, ainda chamo essa turma de Geração “Zezinho”, numa referência ao nome provisório de meu neto, que deve nascer em algumas semanas. Como os pais ainda não escolheram o nome, optei pelo diminutivo de José para me referir ao tão esperado herdeiro.
Se eles estão chegando, com pompa e circunstância, cabe-nos descobrir no que diferem dos representantes das gerações anteriores.
Para os pesquisadores, já se pode traçar um perfil desse pessoal. Eles serão, na maioria, filhos de casais da Geração Y e da Geração Z. Portanto, já terão pais especiais, que conhecem tecnologias, estão sempre conectados e exercitam-se em tarefas simultâneas.
Isso quer dizer que serão criados de forma diferente, livres de alguns dos preconceitos e conflitos que marcaram a relação entre pais e filhos nas últimas décadas.
Y e Z, por exemplo, não ficarão incomodados demais se seus filhos passarem horas no computador e se tiverem uma penca de amigos virtuais.
Os alfas devem constituir a geração mais educada na história da humanidade. Devem estudar durante um longo período e ter à disposição, online, uma quantidade extraordinária de informação.
Nos países desenvolvidos, a formação universitária será enquadrada como básica. Na elite e também nas classes médias, a pós-graduação será uma exigência.
Os novos meninos e meninas tendem a se tornar super profissionais, mas devem abandonar o padrão unidirecional e tecnicista da educação convencional.
Isso quer dizer que tendem a ser holísticos e agregar conhecimentos das ciências humanas, das ciências exatas e também das ciências biológicas.
Os alfas deverão compreender melhor a integralidade do conhecimento, sepultando de vez o cartesianismo que resiste na academia e na empresa.
Eles vão se preparar melhor porque vão viver muito mais e com muito mais saúde. Muitos deles chegarão aos 100 anos de idade, e alcançarão o Século 22.
Portanto, precisarão saber se reciclar. Serão aposentados tardios. Há quem preveja que exercerão até cinco profissões diferentes no decorrer da vida.
Os alfas, no entanto, terão uma enorme responsabilidade: salvar a civilização e garantir a vida na Terra.
Eles certamente verão os mares subindo e as reservas de petróleo secando. Terão de lidar, de fato, com o aquecimento global e trabalhar com afinco na geração de fontes limpas de energia.
Receberão três heranças incômodas: a irresponsabilidade de X, o individualismo exacerbado de Y e a alienação do mundo gameficado de Z.
Os alfas devem viver num mundo muito melhor, em que a cosmética e a medicina, por exemplo, farão todos permanecerem jovens e ativos por muito mais tempo.
No entanto, vão topar com temporadas assustadoras de furacões. Sentirão calor demais em alguns momentos. Noutros, terão trabalho para retirar toneladas de neve da frente da garagem.
Os alfas dos BRICS, de modo especial, vão inventar muita coisa e entrar para a história como fundadores de um new-way of life.
Os mais bem sucedidos saberão constituir paradigmas de sustentabilidade, com desenvolvimento econômico e responsabilidade socioambiental.
No entanto, ainda verão muitos de seus irmãos sofrerem com a miséria e a fome, especialmente em áreas como a África Subsaariana e partes do sudeste asiático.
Os alfas estão chegando!! E serão melhores se pudermos educá-los com carinho, tolerância e rigor no que se refere a princípios e valores.
Depende de mim. Depende da Monique e do Thiago, os pais do meu já querido Zezinho. Depende de você, que é educador, gestor, pai, mãe, tio, tia, avô ou avó.
Depende de nós difundir (futuro adentro) a boa teoria, pois ela, na prática, funciona!
Carlos Júlio é professor, palestrante, empresário e escritor. Leia mais artigos do Magia da Gestão. Siga @profcarlosjulio no twitter e seja fã no Facebook.
terça-feira, 06/09/11
























Pingback: Carlos Alberto Julio
Pingback: Palestrantes.org
Pingback: Carlos Junior
Pingback: Robert Dannenberg
Pingback: Analisando a ética e os novos negócios | Carlos Alberto Júlio é professor, palestrante, empresário e escritor