Prêmio Caboré 2011

No próximo dia 5 de dezembro, Dia Mundial da Propaganda, será realizada em São Paulo a festa de entrega do Prêmio Caboré, tido como Oscar da publicidade brasileira.

O Grupo Meio & Mensagem indica três concorrentes em cada uma das 13 categorias, entre elas a de profissional de marketing, profissional de criação e empresário ou dirigente da indústria da comunicação.

A tradicional premiação, iniciada em 1980, sugere um debate paralelo: para que servem, afinal, os prêmios?

Em todas as áreas, competições desse tipo sinalizam reconhecimento de esforço, dedicação, talento, responsabilidade e ousadia.

O Nobel, por exemplo, valida as ações de pessoas que realizaram pesquisas relevantes, desenvolveram técnicas pioneiras ou ofereceram alguma contribuição importante à sociedade.

No segmento corporativo, os prêmios são capazes de alavancar carreiras, estabelecer novos negócios e abrir portas para parcerias, patrocínios e projetos de cooperação.

Cabe, no entanto, uma outra indagação: de que forma essas experiências são compartilhadas e se agregam à cultura empreendedora?

Na Medicina ou na Química, na Administração ou no Marketing, os feitos dos ganhadores costumam estar cobertos pela névoa do sigilo.

Essa tendência se fortaleceu nas últimas décadas, quando o conhecimento se tornou um ativo intangível de altíssimo valor.

Em diversas situações, a exposição clara dos cases e das estratégias adotadas poderia gerar complementaridade, agregando valor a todo um segmento.

Por isso, é fundamental que os concorrentes saibam confeccionar bons registros de suas atividades, ou seja, organizar metodicamente a memorabilia do trabalho realizado.

Por vezes, a própria empresa do premiado não conhece a fundo as virtudes de seu colaborador, tampouco os procedimentos adotados no projeto que deu origem ao prêmio.

E esse não é um desvio exclusivo dos brasileiros. Acontece também nos Estados Unidos, na Europa, no Japão, isto é, em todos os lugares onde existe competição e concorrência.

O ideal, portanto, é que a transparência possa valorizar ainda mais as experiências vencedoras.

Cabe lembrar que os maiores vitoriosos, em todas as áreas, primam pela generosidade. Eles dividem o que sabem, somam e agregam. É o caso de Santos Dumont, um colecionador de prêmios, sempre disposto a divulgar suas invenções.

O Caboré tem muito a ensinar sobre o verdadeiro sentido de uma premiação. Normalmente, os ganhadores são aqueles que tornaram mais conhecidas as suas obras e conseguiram disseminar de maneira extensiva suas ideias.

Fica a lição aos premiados nas mais diversas áreas. Contem suas histórias, revelem o caminho das pedras, eduquem, e sejam ainda maiores.

Carlos Júlio Carlos Júlio: professor, palestrante, empresário e escritor. Leia mais artigos do Magia da Gestão. Siga @profcarlosjulio no twitter e seja fã no Facebook.
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sexta-feira, 02/12/11