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	<title>Carlos Alberto Júlio é professor, palestrante, empresário e escritor</title>
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	<description>Carlos Júlio é palestrante em Estratégias de Vendas, consultor na liderança de equipes e Empresário. Escreveu vários livros como: Gestão de Pessoas e liderança e Superdicas para Vender e Negociar Bem</description>
	<lastBuildDate>Sat, 04 Feb 2012 23:01:35 +0000</lastBuildDate>
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		<title>5 dicas básicas para quem enfrenta problema de escassez de mão de obra qualificada</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 15:40:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Júlio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas para a era da escassez de mão de obra.]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada, o IBGE divulgou que a taxa de desocupa&#231;&#227;o (desemprego) no Brasil ficou em 4,7%. &#201; a menor para o m&#234;s e tamb&#233;m a menor da s&#233;rie hist&#243;rica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), iniciada em 2002. Panorama bem diferente de pa&#237;ses europeus. &#201; o caso da Espanha, pa&#237;s que tem taxa pr&#243;xima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><a href="http://www.carlosjulio.com.br/wp-content/uploads/2012/02/temos-vagas1.jpg"><img alt="" class="alignleft size-full wp-image-3685" src="http://www.carlosjulio.com.br/wp-content/uploads/2012/02/temos-vagas1.jpg" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: left; width: 220px; height: 215px; " title="Dicas para a era da escassez de mão de obra." /></a><span style="text-align: justify; ">Na semana passada, <strong>o IBGE divulgou que a taxa de desocupa&ccedil;&atilde;o (desemprego) no Brasil ficou em 4,7%</strong>. &Eacute; a menor para o m&ecirc;s e tamb&eacute;m a menor da s&eacute;rie hist&oacute;rica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), iniciada em 2002. Panorama bem diferente de pa&iacute;ses europeus. &Eacute; o caso da Espanha, pa&iacute;s que tem taxa pr&oacute;xima a 23%.</span></p>
<p style="text-align: justify; ">Por um lado, a not&iacute;cia &eacute; boa. Por outra, mostra que nosso crescimento est&aacute; amea&ccedil;ado pelo apag&atilde;o de m&atilde;o de obra, especialmente em setores ligados a obras de infra-estrutura. Trata-se de motivo para preocupa&ccedil;&atilde;o, se considerarmos que resta pouco tempo, por exemplo, para concluir as obras para a <a href="http://www.carlosjulio.com.br/magiadagestao/quer-empreender-7-dicas-de-negocios-para-ganhar-dinheiro-na-copa-de-2014/">Copa do Mundo e a Olimp&iacute;ada</a>.</p>
<p style="text-align: justify; ">Isso explica, por exemplo, a declara&ccedil;&atilde;o-convite recente do embaixador do Brasil em Portugal, M&aacute;rio Vilalva. Segundo ele, o pa&iacute;s pode oferecer &ldquo;excelente oportunidade para os cr&acirc;nios portugueses&rdquo;, citando &aacute;reas como a de Engenharia.</p>
<p style="text-align: justify; ">Vilalva ressaltou que os empres&aacute;rios brasileiros t&ecirc;m natural predile&ccedil;&atilde;o pelos portugueses, em raz&atilde;o dos la&ccedil;os culturais e da l&iacute;ngua comum. De fato, essa nova onda migrat&oacute;ria j&aacute; est&aacute; em curso. Em 2011, dobrou o n&uacute;mero de vistos de trabalho concedidos a portugueses.</p>
<p style="text-align: justify; ">Tamb&eacute;m recentemente, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil conceder&aacute; novos vistos de trabalho a haitianos. Muitos deles j&aacute; est&atilde;o sendo disputados por empresas de Rond&ocirc;nia, Mato Grosso, S&atilde;o Paulo e Santa Catarina.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; ">Realizada no fim do ano passado, uma pesquisa da consultoria de RH ManpowerGroup mostrou que 14% dos empregadores brasileiros buscam m&atilde;o de obra estrangeira.</p>
<p style="text-align: justify; ">A maior demanda &eacute; por t&eacute;cnicos, engenheiros, professores e administradores em cargos executivos. Quase 20% das empresas pesquisadas j&aacute; t&ecirc;m entre um e cinco colaboradores expatriados em cargos gerenciais.</p>
<p style="text-align: justify; ">Hoje, as leis do trabalho no Brasil s&atilde;o bastante rigorosas e dificultam esse tipo de contrata&ccedil;&atilde;o. As press&otilde;es do setor produtivo, no entanto, podem gerar alguma flexibiliza&ccedil;&atilde;o nas regras atuais.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ofere&ccedil;o cinco dicas b&aacute;sicas para quem enfrenta problema de escassez de m&atilde;o de obra qualificada.</p>
<ol>
<li style="text-align: justify; ">
<p>Nada de xenofobia. Trazer um estrangeiro para compor seu quadro de colaboradores pode, sim, oxigenar sua empresa. A miscigena&ccedil;&atilde;o cultural &eacute; sempre um fator de crescimento e qualifica&ccedil;&atilde;o das corpora&ccedil;&otilde;es. Se o mundo dos consumidores &eacute; global, nada mais apropriado que globalizar o mundo da produ&ccedil;&atilde;o.</p>
</li>
<li style="text-align: justify; ">
<p>Procure por compet&ecirc;ncias e n&atilde;o por apar&ecirc;ncia. Voc&ecirc; encontrar&aacute; bons profissionais entre ingleses, italianos, portugueses e at&eacute; entre os haitianos, que hoje fogem da fome num pa&iacute;s devastado por um terremoto. Entre esses, h&aacute; alguns com boa forma&ccedil;&atilde;o, nas mais diversas &aacute;reas.</p>
</li>
<li style="text-align: justify; ">
<p>Esteja pronto para estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o de troca com esse profissional. Nos primeiros meses, voc&ecirc; ser&aacute; respons&aacute;vel por sua inser&ccedil;&atilde;o na cultura brasileira. Vale a pena gastar com um curso de Portugu&ecirc;s, mesmo que seja para adapta&ccedil;&atilde;o dos irm&atilde;os lusitanos. Se voc&ecirc; tem um grupo de estrangeiros, mesmo que reduzido, conv&eacute;m realizar um ciclo de palestras de aclimata&ccedil;&atilde;o. Contrate um profissional capaz de mostrar-lhes os aspectos mais importantes do &ldquo;jeito brasileiro&rdquo; de fazer as coisas.</p>
</li>
<li style="text-align: justify; ">
<p>Destaque um tutor. Se voc&ecirc; contratou um engenheiro, por exemplo, designe um de seus colaboradores para acompanh&aacute;-lo por um tempo. Invista nessas parcerias. Sai ganhando o estrangeiro, que aprende nossa l&iacute;ngua e nossos costumes. Sai ganhando o brasileiro, que acumula conhecimentos de outra cultura.</p>
</li>
<li style="text-align: justify; ">
<p>No caso da contrata&ccedil;&atilde;o de colaboradores sem alta qualifica&ccedil;&atilde;o, esteja atento ao cumprimento rigoroso das leis trabalhistas. Empresas sediadas no Brasil pensaram fazer bom neg&oacute;cio ao explorar trabalhadores bolivianos ou paraguaios. O tiro, entretanto, saiu pela culatra. A revela&ccedil;&atilde;o desses regimes ilegais de trabalho manchou gravemente a imagem dessas organiza&ccedil;&otilde;es. Para saber mais sobre o tema, consulte o site Minist&eacute;rio do Trabalho <a href="http://portal.mte.gov.br/trab_estrang/" target="_blank">clicando aqui</a>.</p>
</li>
</ol>
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		<title>10 dicas para se beneficiar das redes sociais no meio corporativo.</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 15:45:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Júlio</dc:creator>
				<category><![CDATA[magiadagestao]]></category>
		<category><![CDATA[10 dicas para se beneficiar das redes sociais no meio corporativo.]]></category>

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		<description><![CDATA[Quanto mais conectado, mais vigiado. Essa parece ser a sina do homem contempor&#226;neo. Por meio das comunidades cibern&#233;ticas, vencemos a solid&#227;o e o isolamento. Ao mesmo tempo, expomos cada vez mais nossos segredos e intimidades diante do mundo. No que tange ao mundo corporativo, o tema foi brilhantemente analisado por Adriana Fonseca, em reportagem publicada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Quanto mais conectado, mais vigiado. Essa parece ser a sina do homem contempor&acirc;neo. Por meio das comunidades cibern&eacute;ticas, vencemos a solid&atilde;o e o isolamento. Ao mesmo tempo, expomos cada vez mais nossos segredos e intimidades diante do mundo.</p>
<p style="text-align: justify; ">No que tange ao <strong>mundo corporativo</strong>, o tema foi brilhantemente analisado por Adriana Fonseca, em reportagem publicada no Valor Econ&ocirc;mico, em 18 de Janeiro.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ela lembra que o estilista John Galliano perdeu seu lugar na Dior ap&oacute;s declarar-se antissemita. Outro caso citado envolve o executivo Alex Glikas, dispensado da Locaweb depois de publicar no Twitter goza&ccedil;&otilde;es ao S&atilde;o Paulo, clube patrocinado por seu empregador.</p>
<p style="text-align: justify; ">Outro caso destacado &eacute; de um executivo alem&atilde;o que atuava no Brasil at&eacute; recentemente. Ele teve sua demiss&atilde;o antecipada em meses porque deletou sua chefe e colegas de trabalho de suas redes sociais. Considerado grosseiro, teve que abandonar a empresa no dia seguinte.</p>
<p style="text-align: justify; ">O Facebook j&aacute; tem um grupo que re&uacute;ne <strong>pessoas demitidas</strong> por conta de suas <strong>atividades em redes sociais</strong>. Os cerca de 140 membros contam ali os epis&oacute;dios que interferiram em suas trajet&oacute;rias profissionais.</p>
<p style="text-align: justify; ">&Eacute; certo, ainda, que muitos recrutadores recorrem &agrave;s redes sociais para tra&ccedil;ar um perfil dos candidatos analisados.</p>
<p style="text-align: justify; ">Tenho ouvido hist&oacute;rias e mais hist&oacute;rias sobre o tema. Como executivo e consultor, gostaria de oferecer <strong>10 dicas para se beneficiar das redes sociais no meio corporativo</strong>.</p>
<ol>
<li>
<p style="text-align: justify; ">Se voc&ecirc; &eacute; um profissional s&eacute;rio, utilize as redes sociais abertas para discutir assuntos de natureza pessoal. &Eacute; o lugar ideal, por exemplo, para debater assuntos esportivos, para trocar informa&ccedil;&otilde;es sobre m&uacute;sica, para compartilhar sua paix&atilde;o por pescaria e para expor sua vontade de estudar pintura.</p>
</li>
<li>
<p style="text-align: justify; ">H&aacute; redes espec&iacute;ficas para o interc&acirc;mbio de opini&otilde;es e informa&ccedil;&otilde;es no campo das carreiras e dos neg&oacute;cios. &Eacute; o caso do conhecid&iacute;ssimo <a href="http://www.carlosjulio.com.br/?s=linkedin&#038;x=0&#038;y=0">LinkedIn</a><a href="http://www.carlosjulio.com.br/?s=linkedin&#038;x=0&#038;y=0">.</a></p>
</li>
<li>
<p style="text-align: justify; ">Nas redes sociais, evite antecipar ou detalhar planos da empresa em que trabalha ou trabalhou.</p>
</li>
<li>
<p style="text-align: justify; ">Nesses ambientes, jamais comente sobre crises internas ou problemas vividos na corpora&ccedil;&atilde;o.</p>
</li>
<li>
<p style="text-align: justify; ">Nem pense em espinafrar, na Internet, aquele seu gerente chato ou incompetente. O pior pecado &eacute; falar da vida pessoal do desafeto. Se ele levou um fora da namorada ou est&aacute; ficando careca, n&atilde;o &eacute; sua fun&ccedil;&atilde;o informar o mundo sobre esses infort&uacute;nios.</p>
</li>
<li>
<p style="text-align: justify; ">No que se refere a prefer&ecirc;ncias pessoais, tenha cuidado. Se voc&ecirc; trabalha para a VW, n&atilde;o pega bem rasgar elogios ao novo carro da Fiat. Confesse suas paix&otilde;es para os amigos pr&oacute;ximos, numa mesa de bar ou restaurante. &Eacute; mais seguro. &Eacute; mais divertido.</p>
</li>
<li>
<p style="text-align: justify; ">Pega muito mal procurar emprego nas redes sociais, exceto se voc&ecirc; estiver realmente dispon&iacute;vel no mercado.</p>
</li>
<li>
<p style="text-align: justify; ">No territ&oacute;rio aberto das redes sociais, jamais cobre um servi&ccedil;o ou reclame de uma atitude de seu liderado.</p>
</li>
<li>
<p style="text-align: justify; ">Voc&ecirc; &eacute; um chefe atento? &Oacute;timo! Mas n&atilde;o tem nada que bisbilhotar a vida particular de seus colaboradores. N&atilde;o os adicione como amigos, exceto se forem realmente amigos, para al&eacute;m do relacionamento profissional.</p>
</li>
<li>
<p style="text-align: justify; ">Saiba que as redes sociais frequentemente exp&otilde;em mais diferen&ccedil;as do que afinidades entre as pessoas. Fulano &eacute; santista e sicrano &eacute; palmeirense. Fulano &eacute; evang&eacute;lico e sicrano &eacute; budista. Fulano vota nos vermelhos e sicrano vota nos azuis. Fulano adora jazz e sicrano &eacute; um apaixonado por pagode. Isso, no entanto, n&atilde;o deve transformar os diferentes em inimigos ou advers&aacute;rios. A maior riqueza das comunidades cibern&eacute;ticas reside justamente no contraste, no encontro civilizado da diversidade. As redes sociais s&atilde;o ambientes de conviv&ecirc;ncia, e n&atilde;o de disputa. Discorde com educa&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o alimente conflitos. Conecte-se e seja aut&ecirc;ntico, mas recorra ao bom senso e n&atilde;o se exponha desnecessariamente. Voc&ecirc; n&atilde;o precisa desnudar-se para ganhar a admira&ccedil;&atilde;o e a confian&ccedil;a dos parceiros virtuais.</p>
</li>
</ol>
<p style="text-align: justify; ">Afinal, a teoria, na pratica, funciona!</p>
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		<title>Dicas para ser um grande negociador e aumentar suas vendas.</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 18:26:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Júlio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas para ser um grande negociador e aumentar suas vendas.]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um texto recente, tratei de &#233;tica e mostrei como a boa conduta &#233; fundamental &#224; constitui&#231;&#227;o de empresas s&#243;lidas e confi&#225;veis. Naquele texto, expus um pouco a ideia do fil&#243;sofo e escritor italiano Umberto Eco sobre o tema. Segundo ele, a &#233;tica surge quando o outro entra em cena, quando precisamos levar em considera&#231;&#227;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" class="alignleft size-full wp-image-3594" src="http://www.carlosjulio.com.br/wp-content/uploads/2012/01/como-negociar-con-inmobiliarias.jpg" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: left; width: 240px; height: 240px; " title="Dicas para ser um grande negociador e aumentar suas vendas." /></p>
<p style="text-align: justify; "><a href="http://www.carlosjulio.com.br/magiadagestao/por-que-a-etica-e-fundamental-aos-novos-negocios/">Em</a> <a href="http://www.carlosjulio.com.br/magiadagestao/por-que-a-etica-e-fundamental-aos-novos-negocios/">um</a> <a href="http://www.carlosjulio.com.br/magiadagestao/por-que-a-etica-e-fundamental-aos-novos-negocios/">texto</a> <a href="http://www.carlosjulio.com.br/magiadagestao/por-que-a-etica-e-fundamental-aos-novos-negocios/">recente</a>, <strong>tratei de &eacute;tica e mostrei como a boa conduta &eacute; fundamental &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o de empresas s&oacute;lidas e confi&aacute;veis</strong>.</p>
<p style="text-align: justify; ">Naquele texto, expus um pouco a ideia do fil&oacute;sofo e escritor italiano Umberto Eco sobre o tema.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo ele, a &eacute;tica surge quando o outro entra em cena, quando precisamos levar em considera&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m as necessidades, desejos e aspira&ccedil;&otilde;es do p&uacute;blico circundante.</p>
<p style="text-align: justify; ">Desde a Gr&eacute;cia antiga, a humanidade procura executar exerc&iacute;cios de proje&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica. Assim, o fil&oacute;sofo procurava se colocar no lugar do interlocutor para entender melhor suas demandas e prop&oacute;sitos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Frequentemente, h&aacute; quem julgue fazer bem esse trajeto at&eacute; a alma do ser distinto, que pode ser um c&ocirc;njuge, um parente, um amigo, um fornecedor, um acionista, um colega de trabalho ou um cliente.</p>
<p style="text-align: justify; ">Nem sempre, no entanto, essa passagem educativa &eacute; bem feita. Na atual sociedade, marcada pela competi&ccedil;&atilde;o e pelo individualismo, costumamos olhar muito mais para n&oacute;s mesmos.</p>
<p style="text-align: justify; ">H&aacute; poucos anos, o trabalho de um linguista mostrou que os paulistanos usavam demais as palavras &ldquo;eu&rdquo; e &ldquo;mim&rdquo;, mais dos que os irm&atilde;os lusitanos, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Saltando da lingu&iacute;stica para a psicologia e a antropologia, o estudo comprovou uma tend&ecirc;ncia crescente de hipervaloriza&ccedil;&atilde;o do interesse pessoal nas comunidades do mundo p&oacute;s-industrial.</p>
<p style="text-align: justify; ">Se vivemos num ambiente de guerra urbana, se sofremos press&otilde;es enormes no campo profissional e se a publicidade exige que incrementemos o consumo, parece natural que nos fechemos na concha da autodefesa.</p>
<p style="text-align: justify; ">Quem visita coletividades no campo, ao contr&aacute;rio, costuma ouvir muito a palavra &ldquo;n&oacute;s&rdquo; e os termos &ldquo;a turma aqui&rdquo; ou &ldquo;a fam&iacute;lia&rdquo;. No meio rural, vigora ainda um natural interesse pelo visitante, de modo que s&atilde;o frequentes as express&otilde;es &ldquo;o senhor&rdquo;, &ldquo;a senhora&rdquo;, &ldquo;voc&ecirc;&rdquo;, entre outras.</p>
<p style="text-align: justify; ">No meio corporativo, encontramo-nos diariamente com figuras que parecem inteligentes, extrovertidas e bem-humoradas. Poucas, no entanto, demonstram real interesse em ouvir os outros.</p>
<p style="text-align: justify; ">H&aacute; quem formule uma pergunta relevante e, sem paci&ecirc;ncia, desande a falar, sem esperar a resposta do interlocutor.</p>
<p style="text-align: justify; ">Normalmente, essa conduta exibe uma carga de arrog&acirc;ncia, mesmo que n&atilde;o percebida pelo agente infrator. No fundo, ele cr&ecirc; que seus problemas s&atilde;o muito mais importantes que as preocupa&ccedil;&otilde;es do outro. Ele, simplesmente, considera que &eacute; desperd&iacute;cio de tempo ouvir o indiv&iacute;duo a sua frente ou ao seu lado.</p>
<p style="text-align: justify; ">Esse tipo de decis&atilde;o, quase autom&aacute;tica, parte quase sempre de certezas pr&eacute;-estabelecidas no territ&oacute;rio sombreado do inconsciente. O outro &eacute; visto como menor, mais fraco, menos importante, menos rico, menos inteligente, menos influente ou menos capaz.</p>
<p style="text-align: justify; ">Portanto, quem diz muito e ouve pouco n&atilde;o se habilita vivenciar uma boa proje&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica. Perceba que h&aacute; pessoas efusivas, at&eacute; mesmo sorridentes, que jamais se lembram de seu nome, de sua empresa ou de suas habilidades profissionais. Quando a mem&oacute;ria funciona, &eacute; por uma exig&ecirc;ncia ego&iacute;sta, pois o sujeito necessita de um favor seu, de uma assinatura num contrato ou de um empr&eacute;stimo.</p>
<p style="text-align: justify; ">No mundo das rela&ccedil;&otilde;es pessoais aut&ecirc;nticas, &eacute; preciso ouvir com aten&ccedil;&atilde;o as hist&oacute;rias e propostas do outro. <strong>Muitos bons neg&oacute;cios surgem justamente dessa aten&ccedil;&atilde;o descompromissada que revela afinidades e oportunidades. </strong>Quem ouve com respeito &eacute; capaz de sentir-se realmente no lugar do outro, de provar de seus prazeres e de suas dores, identificando suas limita&ccedil;&otilde;es e saberes.</p>
<p style="text-align: justify; ">Exercitar a proje&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica &eacute; algo fundamental, por exemplo, <a href="http://www.carlosjulio.com.br/palestras/a-magia-dos-grandes-negociadores-do-palestrante-carlos-julio/">para</a> <a href="http://www.carlosjulio.com.br/palestras/a-magia-dos-grandes-negociadores-do-palestrante-carlos-julio/">bons</a> <a href="http://www.carlosjulio.com.br/palestras/a-magia-dos-grandes-negociadores-do-palestrante-carlos-julio/">negociadores</a><a href="http://www.carlosjulio.com.br/palestras/a-magia-dos-grandes-negociadores-do-palestrante-carlos-julio/">,</a> especialmente aqueles que efetuam vendas. Portanto, se voc&ecirc; deseja melhores resultados neste 2.012, experimente multiplicar-se. Aprenda a ser o outro! &Eacute; o primeiro exerc&iacute;cio de uma &eacute;tica destinada a gerar responsabilidade e sustentabilidade.</p>
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		<title>7 Dicas para implementar a inovação em empresas.</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 16:52:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Júlio</dc:creator>
				<category><![CDATA[magiadagestao]]></category>
		<category><![CDATA[7 Dicas para implementar a inovação em empresas]]></category>

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		<description><![CDATA[No in&#237;cio do ano, deparo-me frequentemente com executivos ansiosos por constituir avan&#231;os no campo da gest&#227;o. Muitos procuram aumentar as receitas, outros buscam modificar a imagem da corpora&#231;&#227;o. Alguns almejam, com raz&#227;o, mostrar servi&#231;o e justificar seus sal&#225;rios e b&#244;nus. O verbo &#8220;inovar&#8221; &#233; utilizado com frequ&#234;ncia por esses l&#237;deres. Por vezes, a palavra se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-align: justify; ">No in&iacute;cio do ano, deparo-me frequentemente com executivos ansiosos por constituir avan&ccedil;os no campo da </span><strong style="text-align: justify; ">gest&atilde;o</strong><span style="text-align: justify; ">. Muitos procuram aumentar as receitas, outros buscam modificar a imagem da corpora&ccedil;&atilde;o. Alguns almejam, com raz&atilde;o, mostrar servi&ccedil;o e justificar seus sal&aacute;rios e b&ocirc;nus.</span></p>
<p style="text-align: justify; ">O verbo &ldquo;inovar&rdquo; &eacute; utilizado com frequ&ecirc;ncia por esses l&iacute;deres. Por vezes, a palavra se insere numa s&uacute;plica dram&aacute;tica. S&atilde;o comuns frases do tipo:</p>
<p style="text-align: justify; ">1- Como inovar sem colocar em risco o patrim&ocirc;nio e a credibilidade da companhia?</p>
<p style="text-align: justify; ">2- Ser&aacute; que o nosso p&uacute;blico est&aacute; preparado para essa inova&ccedil;&atilde;o?</p>
<p style="text-align: justify; ">3- Se arrisco de cara, posso dar com os burros n&rsquo;&aacute;gua. Se me alongo no estudo de viabilidade, a concorr&ecirc;ncia me atropela. Que fazer?</p>
<p style="text-align: justify; ">&Eacute; interessante notar que a maior parte dos executivos associa a inova&ccedil;&atilde;o a algo marcante, grandioso e at&eacute; mesmo revolucion&aacute;rio.</p>
<p style="text-align: justify; ">Assim &eacute;, de fato, quando uma montadora de autom&oacute;veis, por exemplo, passa a produzir um h&iacute;brido, que funciona a gasolina e energia el&eacute;trica.</p>
<p style="text-align: justify; ">&Eacute; tamb&eacute;m o caso de uma construtora que mobiliza especialistas de diversas &aacute;reas para construir condom&iacute;nios sustent&aacute;veis, que gastam menos &aacute;gua e energia el&eacute;trica.</p>
<p style="text-align: justify; ">Dessa forma, a empresa estabelece uma <strong>diferencia&ccedil;&atilde;o no mercado</strong> e, muitas vezes, acaba por transform&aacute;-lo, ditando tend&ecirc;ncias.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em muitos casos, no entanto, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel empreender uma mudan&ccedil;a dessa magnitude, o que frustra tremendamente as lideran&ccedil;as.</p>
<p style="text-align: justify; ">Afinal, nem sempre dispomos de ferramentas, tempo, recursos financeiros e talentos para realizar essas transforma&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="text-align: justify; ">Por&eacute;m, &eacute; justamente nessas situa&ccedil;&otilde;es adversas que os melhores executivos podem exibir suas compet&ecirc;ncias.</p>
<p style="text-align: justify; ">Costumo dizer que podemos sempre recorrer ao MPC, ou seja, ao Monte de Pequenas Coisas. Em geral, elas podem ser feitas rapidamente, sem altos investimentos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Elas podem n&atilde;o revolucionar o segmento, mas podem ampliar a zona de conforto da organiza&ccedil;&atilde;o. Pequenos sucessos, somados, tendem a modificar a cultura da companhia, motivando os colaboradores e cativando os clientes.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para resumir a ideia, <strong>listo sete dicas para implementar a inova&ccedil;&atilde;o em empresas </strong>levando em considera&ccedil;&atilde;o a f&oacute;rmula do MPC:</p>
<p style="text-align: justify; ">1- Mude a cara da sua empresa. No caso do varejo e do segmento de servi&ccedil;os, instala&ccedil;&otilde;es s&atilde;o fundamentais. Se voc&ecirc; tem um <em>pet shop</em>, por exemplo, que tal aproximar da entrada a &aacute;rea de banho e tosa? As pessoas adoram espiar as atividades de embelezamento dos animais. Por que manter esse formid&aacute;vel atrativo no fundo da loja?</p>
<p style="text-align: justify; ">2- Aprimore o atendimento. Promova cursos internos. N&atilde;o se fie em clientes consolidados. Eles mudam com o tempo e voc&ecirc; precisa identificar suas novas demandas. No caso de novos clientes, mostre disposi&ccedil;&atilde;o de consultor. N&atilde;o empurre produtos ou servi&ccedil;os. Se necess&aacute;rio, venda menos, mas fidelize.</p>
<p style="text-align: justify; ">3- Atualize a sua linguagem. Preste aten&ccedil;&atilde;o especial &agrave; nova Classe C. Evite a chamada &ldquo;disson&acirc;ncia cognitiva&rdquo; ao oferecer seu produto ou servi&ccedil;o. Seja mais claro, direto e transparente. A simplicidade n&atilde;o mata a eleg&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify; ">4- Troque aquelas cadeiras que arrasam colunas na Contabilidade e no Atendimento. Construa finalmente o vesti&aacute;rio para a turma da limpeza. S&atilde;o mudan&ccedil;as pontuais, mas que elevam a autoestima das equipes, conferem dignidade ao trabalho e melhoram as rela&ccedil;&otilde;es entre l&iacute;deres e liderados.</p>
<p style="text-align: justify; ">5- Deixe a pose de lado e dialogue com toda sua turma. Voc&ecirc; vai se surpreender com o conhecimento que motoboys, copeiras e seguran&ccedil;as t&ecirc;m da empresa. Eles podem ajud&aacute;-lo a solucionar problemas cr&ocirc;nicos da companhia, especialmente na &aacute;rea das rela&ccedil;&otilde;es humanas.</p>
<p style="text-align: justify; ">6- O Brasil &eacute; hoje um dos pa&iacute;ses que mais atraem investimentos internacionais. Pesquise, investigue e prospecte. Um novo s&oacute;cio ou parceiro pode garantir a amplia&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica e a qualifica&ccedil;&atilde;o do seu neg&oacute;cio.</p>
<p style="text-align: justify; ">7- Estimule o grupo de colaboradores a desenvolver pr&aacute;ticas de sustentabilidade. Premie as melhores ideias. Coloque-as em pr&aacute;tica. Fortale&ccedil;a, assim, o endomarketing. Bons projetos na &aacute;rea n&atilde;o servem apenas para polir a imagem da organiza&ccedil;&atilde;o. Eles efetivamente podem reduzir custos e beneficiar o planeta.</p>
<p style="text-align: justify; ">Vamos tentar? Se tiver d&uacute;vidas, recomendo algumas de minhas <a href="http://www.carlosjulio.com.br/palestras/">palestras</a> para lhe ajudar. Voc&ecirc; tem 2012 para liderar uma revolu&ccedil;&atilde;o ou para <strong>empreender a mudan&ccedil;a</strong> com base num Monte de Pequenas Coisas. Basta escolher.</p>
<p style="text-align: justify; ">Afinal, a teoria, na pr&aacute;tica, funciona!&nbsp;</p>
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		<title>Como melhorar a gestão da sua empresa observando o futebol brasileiro?</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 16:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Júlio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Como melhorar a gestão da sua empresa observando o futebol brasileiro?]]></category>

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		<description><![CDATA[Al&#233;m de torcedor do Santos Futebol Clube, tricampe&#227;o da Libertadores, sou fascinado por futebol e n&#227;o deixo de colecionar nesta cancha bons exemplos sobre gest&#227;o organizacional. Confesso que fiquei abismado com os fatos ocorridos na &#250;ltima rodada do Campeonato Brasileiro de 2009. O Fluminense, que chegara a ter 99% de chance de ser rebaixado, foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.carlosjulio.com.br/wp-content/uploads/2012/01/coritiba-500x375.jpg"><img alt="" class="alignleft size-full wp-image-3584" src="http://www.carlosjulio.com.br/wp-content/uploads/2012/01/coritiba-500x375.jpg" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: left; width: 260px; height: 195px; " title="Como melhorar a gestão da sua empresa observando o futebol brasileiro?" /></a></p>
<p style="text-align: justify; ">Al&eacute;m de torcedor do Santos Futebol Clube, tricampe&atilde;o da Libertadores, sou fascinado por futebol e n&atilde;o deixo de colecionar nesta cancha <strong>bons exemplos sobre gest&atilde;o organizacional.</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Confesso que fiquei abismado com os fatos ocorridos na &uacute;ltima rodada do Campeonato Brasileiro de 2009.</p>
<p style="text-align: justify; ">O Fluminense, que chegara a ter 99% de chance de ser rebaixado, foi a Curitiba enfrentar o Coxa, que precisava de uma simples vit&oacute;ria para evitar o descenso.</p>
<p style="text-align: justify; ">No final, o Botafogo venceu o Palmeiras e um azedo empate botou o time paranaense mais uma vez na S&eacute;rie B.</p>
<p style="text-align: justify; ">O que se seguiu, naquele final de tarde, foi uma batalha campal. Torcedores inconformados depredaram o est&aacute;dio, invadiram o gramado e feriram policiais e at&eacute; jornalistas. Um horror. Um p&eacute;ssimo exemplo para os jovens brasileiros que acompanhavam a partida pela televis&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify; ">O resultado foi p&eacute;ssimo para o centen&aacute;rio clube alviverde, que perdeu 10 mandos de campo na segunda divis&atilde;o, disputada no ano seguinte.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para muitos, o rumo do Coxa era o fundo do po&ccedil;o. Passaria anos longe da divis&atilde;o principal, a exemplo do que ocorre com seu rival regional, o Paran&aacute;.</p>
<p style="text-align: justify; ">Surpreendentemente, o Coritiba usou o fracasso como li&ccedil;&atilde;o para reerguer-se, <strong>reformulando suas pr&aacute;ticas de gest&atilde;o</strong> e montando uma equipe competitiva.</p>
<p style="text-align: justify; ">Logo, sinalizou a volta por cima ao conquistar o t&iacute;tulo estadual. Na S&eacute;rie B, superou o drama do ex&iacute;lio e conquistou o acesso &agrave; s&eacute;rie principal e o t&iacute;tulo do torneio.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em 2011, o time venceu de forma invicta o bicampeonato paranaense e teve excelente desempenho na Copa do Brasil, obtendo um honroso vice-campeonato.</p>
<p style="text-align: justify; ">Vale lembrar que o Coxa estabeleceu outro feito admir&aacute;vel. Atingiu o recorde brasileiro de 24 vit&oacute;rias seguidas, fechando esse per&iacute;odo com uma sonora goleada de 6 x 0 sobre o Palmeiras do hoje aposentado S&atilde;o Marcos.</p>
<p style="text-align: justify; "><a href="http://www.carlosjulio.com.br/artigos/como-gestao-e-planejamento-estrategico-deram-o-mundial-para-o-barcelona/">Em</a> <a href="http://www.carlosjulio.com.br/artigos/como-gestao-e-planejamento-estrategico-deram-o-mundial-para-o-barcelona/">posts</a> <a href="http://www.carlosjulio.com.br/artigos/como-gestao-e-planejamento-estrategico-deram-o-mundial-para-o-barcelona/">anteriores</a>, destaquei alguns bons exemplos do futebol brasileiro em 2011. Logicamente, aplaudi a gest&atilde;o do presidente do Santos, o &ldquo;Laor&rdquo;, que corajosamente segurou Neymar e Ganso, soube aplicar receitas na manuten&ccedil;&atilde;o de um time competitivo e foi capaz de valorizar a marca do alvinegro praiano.</p>
<p style="text-align: justify; ">Tamb&eacute;m lembrei do acerto do Corinthians em manter Tite no comando. O &ldquo;executivo&rdquo; do time manteve o cargo mesmo com alguns trope&ccedil;os e p&ocirc;de concluir seu projeto, levando o Tim&atilde;o ao penta brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify; ">No caso do Coritiba, conv&eacute;m lembrar que o trabalho de reestrutura&ccedil;&atilde;o teve in&iacute;cio em um per&iacute;odo conturbado, em que muitos torcedores eram ca&ccedil;ados pela pol&iacute;tica curitibana, depois dos dist&uacute;rbios no Couto Pereira.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em dois anos, desenvolveu-se um projeto exemplar de profissionaliza&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de gest&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify; ">Pelo que acompanhamos, esse trabalho gerencial visou tamb&eacute;m a valorizar os recursos humanos, especialmente os atletas, que mostraram dentro das quatro linhas motiva&ccedil;&atilde;o e compromisso.</p>
<p style="text-align: justify; ">As mudan&ccedil;as no campo administrativo surtiram efeito no desempenho esportivo e, automaticamente, estimularam a massa alviverde a participar do esfor&ccedil;o de recupera&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify; ">Um dos protagonistas desse processo foi o dirigente Vilson Ribeiro de Andrade, recentemente eleito presidente do clube.</p>
<p style="text-align: justify; ">Agora, ele apresenta como <strong>plataforma de gest&atilde;o</strong> o <strong>investimento em infraestrutura</strong>, o <strong>fortalecimento do time principal</strong>, um <strong>controle rigoroso das finan&ccedil;as</strong>, o <strong>investimento nas categorias de base</strong> e a disposi&ccedil;&atilde;o para tornar o Coxa uma organiza&ccedil;&atilde;o ainda mais confi&aacute;vel, bom ve&iacute;culo para a <strong>divulga&ccedil;&atilde;o de marcas corporativas</strong>.</p>
<p style="text-align: justify; ">Essa tem sido, h&aacute; anos, a boa receita na constitui&ccedil;&atilde;o de pot&ecirc;ncias esportivas. Recentemente, mostrei que o sucesso do Barcelona tem origem justamente nas <strong>inova&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o</strong> implantadas no clube por Ferran Soriano. Como ele mesmo sentencia ao analisar o futebol: &ldquo;a bola n&atilde;o entra por acaso&rdquo;.</p>
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		<title>Como aprender com os 10 grandes casos de falência em 2011?</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 13:05:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Júlio</dc:creator>
				<category><![CDATA[magiadagestao]]></category>
		<category><![CDATA[Como aprender com os 10 grandes casos de falência em 2011?]]></category>

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		<description><![CDATA[H&#225; mais de uma d&#233;cada, tratei deste assunto em meu livro Reinventando Voc&#234;. Na &#233;poca, no entanto, a situa&#231;&#227;o era outra. No cen&#225;rio internacional, falava-se muito (e de forma ing&#234;nua) em globaliza&#231;&#227;o e previa-se uma expans&#227;o s&#250;bita da oferta de cr&#233;dito, especialmente nos Estados Unidos. Isso, de fato, ocorreu entre 2002 e 2004, quando um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; ">H&aacute; mais de uma d&eacute;cada, tratei deste assunto em meu livro </span><a href="http://www.carlosjulio.com.br/livros/" style="text-align: justify; "><em>Reinventando</em></a><span style="text-align: justify; "> </span><a href="http://www.carlosjulio.com.br/livros/" style="text-align: justify; "><em>Voc&ecirc;</em></a><a href="http://www.carlosjulio.com.br/livros/" style="text-align: justify; ">.</a><span style="text-align: justify; "> Na &eacute;poca, no entanto, a situa&ccedil;&atilde;o era outra.</span></p>
<p style="text-align: justify; ">No cen&aacute;rio internacional, falava-se muito (e de forma ing&ecirc;nua) em globaliza&ccedil;&atilde;o e previa-se uma expans&atilde;o s&uacute;bita da oferta de cr&eacute;dito, especialmente nos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Isso, de fato, ocorreu entre 2002 e 2004, quando um formid&aacute;vel volume de dinheiro entrou nos bancos norte-americanos, proveniente, sobretudo, das economias asi&aacute;ticas emergentes e dos pa&iacute;ses produtores de petr&oacute;leo.</p>
<p style="text-align: justify; ">O excesso de liquidez ampliou o cr&eacute;dito, al&ccedil;ou inadimplentes hist&oacute;ricos ao teatro das transa&ccedil;&otilde;es hipotec&aacute;rias e iniciou uma ciranda multissetorial de negocia&ccedil;&otilde;es irrespons&aacute;veis.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; ">Certo dia, finalmente faltou o lastro, a refer&ecirc;ncia real que justificasse aqueles valores nominais. Esses foram os antecedentes da crise que eclodiu em 2008.</p>
<p style="text-align: justify; ">Passou a onda alta do tsunami, mas muitas organiza&ccedil;&otilde;es ainda sofrem os efeitos dessa trag&eacute;dia econ&ocirc;mica e financeira.</p>
<p style="text-align: justify; ">A CNBC listou <strong>10 grandes casos de fal&ecirc;ncia em 2011</strong>, muitos deles expondo empresas que pareciam destinadas a durar para sempre.</p>
<p style="text-align: justify; ">&Eacute;&nbsp;o caso da n&uacute;mero 1 da lista, a MF Global Holdings, com ativos de US$ 40,54 bilh&otilde;es e 2850 empregados, cujo <em>bankruptcy date</em> foi o &uacute;ltimo dia de Outubro.</p>
<p style="text-align: justify; ">A empresa tinha mais de 200 anos de atividade e protagonizou o maior colapso em Wall Street desde a queda do Lehman Brothers, em setembro de 2008.</p>
<p style="text-align: justify; ">Outro exemplo &eacute; a Lee Enterprises, respons&aacute;vel por mais de 40 di&aacute;rios em 23 estados norte-americanos. Fundada em 1890, a empresa mant&eacute;m 6.200 funcion&aacute;rios. Jogaram a toalha em 12 de dezembro &uacute;ltimo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Caiu nesta rede de fracassos tamb&eacute;m o poderoso Borders Group, com 19.500 funcion&aacute;rios. Chegou a ser o segundo maior distribuidor de livros dos EUA, atr&aacute;s da Barnes &#038; Noble.</p>
<p style="text-align: justify; ">Quando expandiu suas opera&ccedil;&otilde;es, nos anos 90, a empresa ganhou a fama de &quot;matadora&quot; de pequenas livrarias.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na verdade, a fal&ecirc;ncia americana mais se parece com uma &quot;nova chance&quot;. As companhias podem tentar <strong>renegociar d&iacute;vidas</strong> e iniciar um processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o, mesmo com um borr&atilde;o feio na imagem institucional.</p>
<p style="text-align: justify; ">Uma an&aacute;lise detalhada atesta que as empresas afetadas pertencem a diversos setores, o que mostra a extens&atilde;o da crise norte-americana. Juntas, as dez maiores empresas falidas empregavam quase 90 mil pessoas e tinham ativos que superavam US$ 83 bilh&otilde;es.</p>
<p style="text-align: justify; ">H&aacute; quatro fatores b&aacute;sicos que respondem por esses trope&ccedil;os corporativos:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify; ">
<p>Muitas empresas escoram seus neg&oacute;cios em valores virtuais ou fict&iacute;cios, isto &eacute;, no dinheiro sem lastro;</p>
</li>
<li style="text-align: justify; ">
<p>Certos dirigentes empresariais n&atilde;o percebem que alguns mercados est&atilde;o mudando rapidamente ou que, simplesmente, entraram no caminho da extin&ccedil;&atilde;o;</p>
</li>
<li style="text-align: justify; ">
<p>Alguns executivos acreditam que o poder da marca &eacute; capaz de mascarar produtos ou servi&ccedil;os inferiores, ignorando arrogantemente a evolu&ccedil;&atilde;o da concorr&ecirc;ncia;</p>
</li>
<li style="text-align: justify; ">
<p>Empresas s&oacute;lidas podem descuidar da pr&oacute;pria cultura, falhar na forma&ccedil;&atilde;o interna e perder sua identidade, seus valores e, por consequ&ecirc;ncia, sua clientela.</p>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify; ">Pense nisso com carinho, pois alguns desses elementos tamb&eacute;m valem para m&eacute;dias e pequenas empresas. Afinal, a teoria, na pr&aacute;tica, funciona!</p>
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		<title>Como trocar o conflito pela cooperação</title>
		<link>http://www.carlosjulio.com.br/artigos/como-trocar-o-conflito-pela-cooperacao/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 13:57:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Júlio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; No in&#237;cio da d&#233;cada passada, resolvi reunir meus conhecimentos e experi&#234;ncias num primeiro livro. Foi uma experi&#234;ncia fascinante, em que recordei hist&#243;rias, revi conceitos e lancei um olhar investigativo sobre o futuro dos profissionais e das organiza&#231;&#245;es. &#160; Quando conclu&#237;&#160;Reinventando Voc&#234;, apresentei o manuscrito a William Ury, o mais prestigiado especialista do mundo em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><object height="374" width="526"><param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2010X/Blank/WilliamUry_2010X-320k.mp4&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/WilliamUry-2010X.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=512&#038;vh=288&#038;ap=0&#038;ti=1017&#038;lang=pt-br&#038;introDuration=15330&#038;adDuration=4000&#038;postAdDuration=830&#038;adKeys=talk=william_ury;year=2010;theme=war_and_peace;event=TEDxMidwest;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=politics;tag=war;&#038;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" bgcolor="#ffffff" flashvars="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2010X/Blank/WilliamUry_2010X-320k.mp4&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/WilliamUry-2010X.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=512&#038;vh=288&#038;ap=0&#038;ti=1017&#038;lang=pt-br&#038;introDuration=15330&#038;adDuration=4000&#038;postAdDuration=830&#038;adKeys=talk=william_ury;year=2010;theme=war_and_peace;event=TEDxMidwest;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=politics;tag=war;&#038;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" height="374" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="526" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">No in&iacute;cio da d&eacute;cada passada, resolvi reunir meus conhecimentos e experi&ecirc;ncias num primeiro livro. Foi uma experi&ecirc;ncia fascinante, em que recordei hist&oacute;rias, revi conceitos e lancei um olhar investigativo sobre o futuro dos profissionais e das organiza&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Quando conclu&iacute;&nbsp;<a href="http://www.carlosjulio.com.br/livros/reinventando-voce-2/">Reinventando Voc&ecirc;</a>, apresentei o manuscrito a William Ury, o mais prestigiado especialista do mundo em negocia&ccedil;&atilde;o, que eu conhecia de eventos da HSM. &nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Ele leu, aprovou e recomendou. Assim, ganhei um magn&iacute;fico endosso nas primeiras p&aacute;ginas da obra.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">No anos seguintes, passei a acompanhar com ainda mais aten&ccedil;&atilde;o os trabalhos de Ury, especialmente no&nbsp;<i>Global Negotiation Project</i>, da Harvard Law School.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Como consultor e palestrante, ele tem mostrado o quanto a cultura do conflito &eacute; danosa e custosa para pa&iacute;ses, institui&ccedil;&otilde;es e empresas.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Ao orientar organiza&ccedil;&otilde;es poderosas, como Ford, Pepsi Cola e AT&#038;T, Ury exibe os benef&iacute;cios do entendimento e da coopera&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Ainda hoje, infelizmente, alguns top executivos s&atilde;o inspirados por teorias colhidas no campo de batalha. S&atilde;o, portanto, filhos da guerra servindo no meio corporativo.&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Costumam odiar concorrentes, confrontar governos, intimidar colaboradores e manter tensa rela&ccedil;&atilde;o com fornecedores, acionistas e clientes.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Buscam desesperadamente o lucro, custe o que custar. E, por vezes, parece mesmo que carregam punhais e granadas debaixo dos ternos caros e bem cortados.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Em geral, terminam a vida sem amigos, tristes, enfrentando doen&ccedil;as derivadas do estresse.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Realizando semin&aacute;rios por diferentes pa&iacute;ses, como Brasil, Alemanha e Tail&acirc;ndia, Ury procura alterar esse paradigma. Segundo ele, a converg&ecirc;ncia de ideias e prop&oacute;sitos regenera empresas e fortalece mercados.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Com sua vis&atilde;o hol&iacute;stica e sist&ecirc;mica, Ury tem mostrado que negocia&ccedil;&otilde;es mediadas podem produzir milagres. Ele pr&oacute;prio ajudou a estabelecer entendimentos pol&iacute;ticos na R&uacute;ssia e na &Aacute;frica do Sul.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Suas teorias est&atilde;o escoradas na ideia de &ldquo;terceiro lado&rdquo;, ou seja, do personagem que, fora do lit&iacute;gio, lembra as partes do que &eacute; realmente importante na vida.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Ele pode lembrar os &ldquo;brig&otilde;es&rdquo; de que vale trocar o rancor por uma comunidade feliz, crian&ccedil;as sorridentes e comerciantes pr&oacute;speros.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Frequentemente, Ury diz que a solu&ccedil;&atilde;o para muitos dos problemas humanos &eacute; substituir a hostilidade pela hospitalidade. Tamb&eacute;m afirma que boas hist&oacute;rias ajudam a sensibilizar as pessoas na busca de consensos.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Baseado nesses conceitos, ele e seu grupo na Harvard criaram, poucos anos atr&aacute;s, o projeto Caminho de Abra&atilde;o, que visava inicialmente a contribuir para os esfor&ccedil;os de paz no Oriente M&eacute;dio.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Assim, o grupo reviveu o trajeto da figura paterna ancestral de crist&atilde;os, judeus e mu&ccedil;ulmanos. A trilha passa por v&aacute;rios pa&iacute;ses da regi&atilde;o, da Turquia a Israel.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Hoje, milhares de pessoas, de todas as partes do mundo, percorrem o caminho, celebrando diferen&ccedil;as e promovendo comunh&otilde;es.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">O projeto evoluiu e ganhou adeptos em lugares distantes, inclusive no Brasil. H&aacute; cursos e semin&aacute;rios sobre hist&oacute;ria, religi&atilde;o e pol&iacute;tica que buscam destacar afinidades e converg&ecirc;ncias entre os grupos.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Em uma recente apresenta&ccedil;&atilde;o no TED &ndash;&nbsp;<i>Ideas Worth Spreading</i>, uma organiza&ccedil;&atilde;o sem fins lucrativos, destinada a compartilhar experi&ecirc;ncias criativas, o mestre da negocia&ccedil;&atilde;o mostrou que o Caminho de Abra&atilde;o abriu at&eacute; mesmo perspectivas econ&ocirc;micas para as popula&ccedil;&otilde;es da regi&atilde;o.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Ele citou o caso de uma mulher pobre e doente, mas boa cozinheira, que hoje prospera vendendo refei&ccedil;&otilde;es para os peregrinos.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Ury costuma dizer que as pessoas n&atilde;o brigam quando caminham juntas e olham para frente. E ele tem raz&atilde;o.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Se o nosso norte &eacute; uma sociedade realmente sustent&aacute;vel, conv&eacute;m iniciar o caminho com entendimentos, mesmo que m&iacute;nimos. Como diz Ury, precisamos respeitar a opini&atilde;o divergente e oferecer gentileza aos diferentes.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">S&atilde;o conselhos que valem para as rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas internacionais, para a atividade corporativa e at&eacute; mesmo para a vida em fam&iacute;lia.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Neste ano que ainda &eacute; novinho em folha, podemos nos exercitar nestas artes diplom&aacute;ticas. Que tal revitalizar uma parceria abalada? Que tal pedir desculpas? Que tal mediar a reaproxima&ccedil;&atilde;o de amigos separados pelo ressentimento?</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 16px/normal Arial; ">Patrocinar a paz rende bons dividendos, abre perspectivas e faz o esp&iacute;rito muito mais leve!&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por que a ética é fundamental aos novos negócios?</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 13:13:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Júlio</dc:creator>
				<category><![CDATA[magiadagestao]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[novos negócios]]></category>

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		<description><![CDATA[Frequentemente, ouvimos e lemos a palavra &#233;tica nos notici&#225;rios. H&#225; sempre algu&#233;m que agiu sem ela, que prosperou de forma impr&#243;pria. &#160; Mas, afinal, que hist&#243;ria &#233; essa de &#233;tica? Do que se trata? &#160; S&#243;crates acreditava que bastava ao indiv&#237;duo ter a no&#231;&#227;o do bem para pratic&#225;-lo. Quando algu&#233;m assim agia, seguindo os princ&#237;pios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="text-align: justify; ">Frequentemente, ouvimos e lemos a palavra <strong>&eacute;tica</strong> nos notici&aacute;rios. H&aacute; sempre algu&eacute;m que agiu sem ela, que prosperou de forma impr&oacute;pria.</span></div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Mas, afinal, que hist&oacute;ria &eacute; essa de &eacute;tica? Do que se trata?</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">S&oacute;crates acreditava que bastava ao indiv&iacute;duo ter a no&ccedil;&atilde;o do bem para pratic&aacute;-lo. Quando algu&eacute;m assim agia, seguindo os princ&iacute;pios da &eacute;tica, credenciava-se a alcan&ccedil;ar a felicidade.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Os gregos da &eacute;poca sabiam muito bem que deveria haver uma liga&ccedil;&atilde;o entre o bem comum e o bem individual.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">S&oacute;crates defronta-se, no entanto, com o relativismo moral defendido pelos sofistas. Enfrenta a hipocrisia da sociedade ateniense e segue valorizando a bondade, a modera&ccedil;&atilde;o e a busca do conhecimento.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Curiosamente, se vivesse hoje, S&oacute;crates encontraria o mesmo tipo de inimigo. Veria pessoas que fazem a apologia das leis, mas n&atilde;o as cumprem, que adoram acusar, mas n&atilde;o praticam a autocr&iacute;tica.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Como em seu tempo, veria gente moralista, mas que abre m&atilde;o da &eacute;tica quando pode tirar vantagem individual de uma situa&ccedil;&atilde;o.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Nesse caso, veria pessoas que s&atilde;o seguidoras de h&aacute;bitos, costumes e ritos, mas que nem sempre seguem preceitos associados a dever e responsabilidade.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Umberto Eco, o fil&oacute;sofo italiano, expressou a seguinte ideia na obra &ldquo;Cinco Escritos Morais&rdquo;:</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">- A dimens&atilde;o &eacute;tica come&ccedil;a quando entra em cena o outro. Devemos, antes de tudo, respeitar o direito da corporalidade do outro, entre os quais o direito de falar e pensar. Se nossos semelhantes tivessem respeitado esses &quot;direitos do corpo&quot; n&atilde;o ter&iacute;amos tido o massacre dos Inocentes, os crist&atilde;os no circo, a noite de S&atilde;o Bartolomeu, a fogueira para os hereges, os campos de exterm&iacute;nio, a censura, as crian&ccedil;as nas minas, os estupros na B&oacute;snia.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">H&aacute; uma frase bastante conhecida que sintetiza esse pensamento: &ldquo;fa&ccedil;a aos outros somente aquilo que gostaria que fizessem a voc&ecirc;&rdquo;.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">No <strong>meio corporativo</strong>, a &eacute;tica &eacute; hoje um dos pilares da <strong>sustentabilidade</strong>. Se n&atilde;o for respons&aacute;vel e solid&aacute;ria, a empresa n&atilde;o pode cumprir seu prop&oacute;sito, que se estende para muito al&eacute;m da obten&ccedil;&atilde;o do lucro.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Nos assuntos econ&ocirc;micos, vimos que a aus&ecirc;ncia da &eacute;tica tem sido elemento chave nas crises mundiais, como a dos subprimes, iniciada em 2007-2008.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Negociar de verdade exige a posse e controle de ativos tang&iacute;veis, com lastro, ou seja, carregados de valor.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Essa &eacute; a &eacute;tica que garante a vitalidade dos mercados. Se o referente monet&aacute;rio n&atilde;o representa um valor real, algu&eacute;m est&aacute; sendo enganado.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">No fundo, a crise europeia atual tem origem em irresponsabilidade, na manipula&ccedil;&atilde;o maliciosa dos s&iacute;mbolos de valor.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">No territ&oacute;rio das empresas, testemunhamos diariamente afrontas ao direito do outro, seja ele um fornecedor, um acionista, um colega de trabalho, um concorrente ou um cliente.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Lidar eticamente com os <strong>stakeholders </strong>exige uma vis&atilde;o do conjunto de interesses e direitos do outro.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Nos &uacute;ltimos anos, a press&atilde;o competitiva tirou muita gente do caminho da &eacute;tica. Confundiu-se o aproveitamento leg&iacute;timo da oportunidade com a ideia de &ldquo;levar vantagem&rdquo;.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Trata-se de um fen&ocirc;meno global, reportado por analistas corporativos norte-americanos, europeus e dos pa&iacute;ses emergentes.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Cabe alertar, no entanto, que a toda a&ccedil;&atilde;o corresponde uma rea&ccedil;&atilde;o. Tudo o que se faz tem um pre&ccedil;o. A cobran&ccedil;a pode demorar, mas chega.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Algumas empresas elevam suas receitas desrespeitando direitos do consumidor. Na sequ&ecirc;ncia, no entanto, perdem credibilidade. Em termos de imagem, s&atilde;o brutalmente desvalorizadas.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">No campo das rela&ccedil;&otilde;es pessoais, a vantagem il&iacute;cita reduz a confian&ccedil;a do outro e pulveriza reputa&ccedil;&otilde;es.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">De forma especial, as <a href="http://www.carlosjulio.com.br/magiadagestao/geracao-zezinho-vem-ai-os-filhos-da-geracao-y-e-da-geracao-z/">Gera&ccedil;&otilde;es X e Y</a> perceberam que n&atilde;o existe futuro poss&iacute;vel para a humanidade sem &eacute;tica e responsabilidade.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Pr&aacute;ticos, curiosos, bem informados e implac&aacute;veis, eles n&atilde;o t&ecirc;m medo de abrir a boca para denunciar uma malfeitoria. E, de quebra, podem se valer dos meios digitais para expor o meliante, sejam pol&iacute;ticos, servidores p&uacute;blicos ou executivos de grandes corpora&ccedil;&otilde;es.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Cabe aos l&iacute;deres empresariais fomentar urgentemente a cultura da &eacute;tica em suas comunidades produtivas.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">J&aacute; n&atilde;o basta ser correto. &Eacute; preciso fazer com que os liderados tamb&eacute;m sejam.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Para isso, &eacute; preciso democratizar as rela&ccedil;&otilde;es humanas, respeitar a singularidade de cada indiv&iacute;duo, aumentar a transpar&ecirc;ncia e buscar diariamente o bem comum, interna e externamente.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Se existe uma companhia, &eacute; porque ela contempla a exist&ecirc;ncia do outro. Pense nisso neste in&iacute;cio de 2012.</div>
<div style="text-align: justify; ">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify; ">Afinal, a teoria, na pr&aacute;tica, funciona!</div>
]]></content:encoded>
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		<title>O fim do modelo tradicional de negócios: difunda a ideia de empreendedorismo sustentável</title>
		<link>http://www.carlosjulio.com.br/artigos/o-fim-do-modelo-tradicional-de-negocio-difunda-a-ideia-de-empreendedorismo-sustentavel/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 15:12:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Júlio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[educação corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[No in&#237;cio do ano, os ve&#237;culos de m&#237;dia carecem de not&#237;cias. O mundo parece congelado. Se n&#227;o h&#225; uma cat&#225;strofe, como uma enchente ou um terremoto, nada de jornalisticamente relevante acontece. O melhor deste &#8220;branco&#8221; informativo &#233; que pode servir &#224; reflex&#227;o, ao planejamento e ao exerc&#237;cio do livre pensar. The New York Times, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="O fim do modelo tradicional de negócio: difunda a ideia de empreendedorismo sustentável" class="alignleft size-full wp-image-3542" height="401" src="http://www.carlosjulio.com.br/wp-content/uploads/2012/01/virgin.jpg" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px; width: 260px; height: 174px; " title="O fim do modelo tradicional de negócio: difunda a ideia de empreendedorismo sustentável" width="600" /></p>
<p style="text-align: justify; ">No in&iacute;cio do ano, os ve&iacute;culos de m&iacute;dia carecem de not&iacute;cias. O mundo parece congelado. Se n&atilde;o h&aacute; uma cat&aacute;strofe, como uma enchente ou um terremoto, nada de jornalisticamente relevante acontece.</p>
<p style="text-align: justify; ">O melhor deste &ldquo;branco&rdquo; informativo &eacute; que pode servir &agrave; reflex&atilde;o, ao planejamento e ao exerc&iacute;cio do livre pensar.</p>
<p style="text-align: justify; ">The New York Times, por exemplo, aproveitou para publicar um excelente artigo do megaempres&aacute;rio ingl&ecirc;s Richard Branson, criador do Virgin Group, que engloba mais de 400 companhias.</p>
<p style="text-align: justify; ">O empreendedor &eacute; conhecido por v&aacute;rios motivos. Tem uma fortuna avaliada hoje em US$ 4,2 bilh&otilde;es. Enfrentou s&eacute;rios problemas na escola por conta da dislexia. Vive tentando quebrar recordes mundiais, em bal&otilde;es ou ve&iacute;culos aqu&aacute;ticos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Pouca gente sabe, no entanto, que seu principal talento &eacute; estabelecer rela&ccedil;&otilde;es e promover desenvolvimento compartilhado.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ele criou, por exemplo, a Virgin Unite, uma funda&ccedil;&atilde;o que trabalha em v&aacute;rios projetos globais destinados a multiplicar oportunidades econ&ocirc;micas e difundir ideias de <strong>empreendedorismo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify; ">&Eacute; o caso da Branson School of Entrepreneurship, fundada em 2005, na &Aacute;frica do Sul. O pr&oacute;prio empres&aacute;rio costuma estar presente na escola, oferecendo servi&ccedil;os de <strong>coaching</strong> e mentoring para os estudantes. A Jamaica tamb&eacute;m ganhou um centro do g&ecirc;nero.</p>
<p style="text-align: justify; ">Branson anda tamb&eacute;m preocupado com os efeitos do aquecimento global e do esgotamento das fontes de energia. Seus encontros para discutir o problema re&uacute;nem gente como o ex-primeiro ministro brit&acirc;nico Tony Blair, o co-fundador da Wikip&eacute;dia Jimmy Wales e o co-fundador do Google Larry Page.</p>
<p style="text-align: justify; ">O empres&aacute;rio tamb&eacute;m participa ativamente de movimentos pelo desarmamento e toma parte na Broadband Commission for Digital Development, uma iniciativa da ONU. destinada a universalizar o acesso a servi&ccedil;os do mundo virtual.</p>
<p style="text-align: justify; ">Branson mostra que o sucesso n&atilde;o precisa estar atrelado a uma postura gananciosa e predat&oacute;ria.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em seu artigo no NYT, ele afirma que os <strong>grandes neg&oacute;cios</strong> devem promover a <strong>mudan&ccedil;a social</strong> e n&atilde;o buscar somente o lucro. Escreve:</p>
<p style="text-align: justify; ">- N&oacute;s temos que mudar a forma como fazemos neg&oacute;cios. (&#8230;) At&eacute; agora, os neg&oacute;cios &ndash; ou o capitalismo, em grande parte &ndash; significam apenas ganhar dinheiro para diretores e acionistas, mas raramente significam fazer algo de bom. &Eacute; hora de mudarmos isso.</p>
<p style="text-align: justify; ">De acordo com Branson, h&aacute; muitas pequenas empresas ao redor do mundo &ndash; desde vin&iacute;colas org&acirc;nicas na Austr&aacute;lia at&eacute; cooperativas de moda de l&atilde; de lhama, no Equador, &#8211; que est&atilde;o mudando para melhor a forma como os neg&oacute;cios s&atilde;o feitos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para o empreendedor, uma empresa socialmente respons&aacute;vel precisa se afastar da f&oacute;rmula tradicional de simplesmente doar dinheiro para a caridade. Segundo ele, a ordem hoje &eacute; fazer com que as companhias se tornem s&oacute;cias dos projetos, visando a promover o progresso compartilhado.</p>
<p style="text-align: justify; ">Nesse particular, ele sublinha a necessidade de se difundir a ideia de <strong>empreendedorismo sustent&aacute;vel</strong>, o que vem fazendo de forma dedicada em seus centros de <strong>educa&ccedil;&atilde;o corporativa</strong>.</p>
<p style="text-align: justify; ">- Promovemos uma nova onda de empreendedores emergentes, juntamente com l&iacute;deres e trabalhadores nos neg&oacute;cios existentes, que est&atilde;o desenvolvendo um neg&oacute;cio, ganhando a vida e, ao mesmo tempo, tentando fazer mais para ajudar as pessoas e ajudar o planeta.</p>
<p style="text-align: justify; ">O brit&acirc;nico afirma que &eacute; hora de mudar a ideia de que o lucro &eacute; a &uacute;nica for&ccedil;a motriz dos neg&oacute;cios. Para ele, muita gente j&aacute; n&atilde;o tem medo de dizer: &ldquo;danem-se os neg&oacute;cios de costume&rdquo;!</p>
<p style="text-align: justify; ">Ao final do artigo, ele pergunta se n&oacute;s, leitores, j&aacute; aderimos a esse novo modelo. Quem leu meu mais recente livro, <a href="http://www.carlosjulio.com.br/livros/"><strong>A Economia do Cedro</strong></a>, sabe que j&aacute; estou neste barco. Agora, eu pergunto: e voc&ecirc;?</p>
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		<title>Como tornar criativo o seu ócio ?</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 21:07:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Júlio</dc:creator>
				<category><![CDATA[magiadagestao]]></category>
		<category><![CDATA[ócio criativo]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de um ano de muito trabalho, muita gente acaba reservando os primeiros dias do ano para um merecido descanso com a fam&#237;lia. O problema &#233; que muitos se rendem &#224;&#160;culpa e deixam de aproveitar estes momentos de descontra&#231;&#227;o e divertimento. No fundo, pensam que deveriam estar debru&#231;ados sobre planilhas de custos ou visitando clientes. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-align: justify; ">Depois de um ano de muito trabalho, muita gente acaba reservando os primeiros dias do ano para um merecido descanso com a fam&iacute;lia.</span></p>
<p style="text-align: justify; ">O problema &eacute; que muitos se rendem &agrave;&nbsp;culpa e deixam de aproveitar estes momentos de descontra&ccedil;&atilde;o e divertimento.</p>
<p style="text-align: justify; ">No fundo, pensam que deveriam estar debru&ccedil;ados sobre planilhas de custos ou visitando clientes. Acreditam que est&atilde;o perdendo oportunidades e dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify; ">Se voc&ecirc; est&aacute; vivendo este drama, saiba que &eacute; normal. O senso de responsabilidade costuma derivar para uma obsess&atilde;o produtiva sem limites.</p>
<p style="text-align: justify; ">Nestes momentos &eacute;&nbsp;fundamental relembrar a import&acirc;ncia do recesso laboral. Ele recarrega as baterias, ilumina a mente e nos prepara para identificar novos caminhos para o desenvolvimento pessoal e profissional.</p>
<p style="text-align: justify; ">No entanto, n&atilde;o deixe que suas f&eacute;rias se transformem numa obstinada prospec&ccedil;&atilde;o de neg&oacute;cios.</p>
<p style="text-align: justify; ">N&atilde;o olhe para aquela paisagem apenas como territ&oacute;rio apropriado &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de um hotel. N&atilde;o pense na empresa de turismo como cliente de suas pe&ccedil;as para &ocirc;nibus. N&atilde;o imagine o restaurante como um comprador de seus equipamentos de ventila&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify; ">Aproveite o sol, a &aacute;gua, os amigos! Goze este per&iacute;odo! Divirta-se!</p>
<p style="text-align: justify; ">Existe um &quot;computador&quot; no seu inconsciente que vai anotar discretamente todas essas informa&ccedil;&otilde;es. Ele vai processar tudo e guardar com carinho num arquivo cerebral.</p>
<p style="text-align: justify; ">Hoje, os&nbsp;<strong>melhores negociadores</strong> fazem&nbsp;tudo no tempo devido. Eles&nbsp;recuperam suas for&ccedil;as, exercitam-se, divertem-se e deixam que processadores ocultos cuidem das a&ccedil;&otilde;es criativas.</p>
<p style="text-align: justify; ">Nas f&eacute;rias, portanto,&nbsp;entregue-se &agrave; vida. Nesses momentos desprovidos de tens&atilde;o, voc&ecirc; vai&nbsp;detectar tend&ecirc;ncias de cor, forma e movimento.&nbsp;Ver&aacute; o que se desgastou e o que pode despertar interesse das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify; ">Mas ande com olhos&nbsp;e ouvidos livres, sem imaginar um business plan. Sinta o mundo, interaja com as pessoas, abaste&ccedil;a-se.</p>
<p style="text-align: justify; ">Algumas &oacute;timas ideias surgir&atilde;o quando voc&ecirc; menos esperar, naquela noite na varanda, diante do mar ou naquela&nbsp;trilha pela montanha.</p>
<p style="text-align: justify; ">Mas n&atilde;o se preocupe em agarrar e engaiolar o &quot;passarinho&quot; da aventura criativa. Se correr atr&aacute;s, ele vai&nbsp;fugir, voar para longe.</p>
<p style="text-align: justify; ">Se voc&ecirc; viver suas f&eacute;rias com leveza, ver&aacute; que in&uacute;meros insights favorecer&atilde;o suas atividades&nbsp;profissionais durante o ano. Eles naturalmente retornar&atilde;o a sua mente nos pr&oacute;ximos meses.</p>
<p style="text-align: justify; ">Por isso, descanse, viva e habilite-se para a grande aventura criativa de 2012.</p>
<p style="text-align: justify; ">Afinal, a teoria, na pr&aacute;tica, funciona!</p>
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