Um mundo próspero e sustentável é possível.

Durante a semana passada, foram realizados inúmeros eventos para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Muita gente aproveitou para divulgar novas informações preocupantes sobre a saúde do planeta.

Se não tomarmos severas medidas corretivas, podemos perder para sempre várias espécies animais e vegetais.

Nesse cenário de aridez, é óbvio que a vida de nossos descendentes será difícil e desagradável.

Entre tantas notícias apocalípticas, no entanto, destacou-se a declaração ponderada do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Segundo ele, a crescente população mundial vai demandar um uso ainda maior dos recursos naturais, especialmente de água, alimentos e energia.

Dessa forma, os países terão de alterar radicalmente os paradigmas de desenvolvimento e encontrar soluções sustentáveis para seus cidadãos.

Na visão da ONU, sustentabilidade equivale à geração de oportunidades para todos, com equilíbrio nas dimensões social, ambiental e econômica.

Sentenciou Ban Ki-moon:

- Temos que refutar o mito de que há conflito entre a saúde econômica e ambiental. Com políticas inteligentes e investimentos corretos, os países podem proteger o meio ambiente, promover o crescimento de suas economias, gerar empregos decentes e acelerar o progresso social.

Para o secretário-geral a Conferência de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Rio+20), que será realizada no Brasil, de 20 a 22 de junho, será uma oportunidade para que os países se comprometam a buscar conjuntamente essa solução integral.

A ONU admite que a situação do planeta é delicada, mas que temos condições de enfrentar os problemas estruturais de nossa grande casa global, teoria que defendo em meu livro A Economia do Cedro.

O foco urgente dessas ações, conforme revelou Ki-moon, terá sete pilares:

·         renovação da produção de energia;

·         preservação dos recursos hídricos;

·         evolução nas técnicas de cultivo de alimentos;

·         reorganização das cidades;

·         proteção da vida marinha;

·         valorização das mulheres;

·         geração consistente de empregos em atividades sustentáveis.

Irina Bokova, diretora-Geral da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), afirmou que a pauta da Rio+20 precisa estabelecer como prioridade a renovação da atividade agrícola, o desenvolvimento de fontes de energia alternativas e a criação de sistemas sustentáveis de construção e transporte.

Bokova foi assertiva e, ao mesmo tempo, positiva, como convém em assuntos desse tipo.

Segundo ela, a mudança é possível, mas precisamos repensar o conceito de progresso.

- Temos de construir economias verdes sobre os fundamentos das sociedades verdes – decretou.

Como tenho exposto em minhas palestras acerca do tema, a situação é grave, preocupante, até mesmo assustadora.

No entanto, temos hoje conhecimento e recursos tecnológicos capazes de construir o novo e bom caminho.

Essa mudança necessária, no entanto, depende fundamentalmente da conduta dos gestores públicos e privados.

Depende dos líderes globais e nacionais, dos CEOs das grandes organizações, dos médios e pequenos empreendedores e também dos cidadãos que administram seus lares.

Pensar seriamente a economia verde é um dever de todos nós. A contrapartida é um direito, o de aproveitar as fantásticas oportunidades geradas por essa revolução. 

Carlos Júlio Carlos Júlio: professor, palestrante, empresário e escritor. Leia mais artigos do Magia da Gestão. Siga @profcarlosjulio no twitter e seja fã no Facebook.
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quarta-feira, 13/06/12