Saiba um pouco mais sobre o mercado financeiro e a opinião de Alessio Rastani.

Por vezes, quase nos entregamos ao desânimo. Veja bem, caro leitor, no que tem se transformado a economia mundial…

Muitos de nós, gestores corporativos, economistas, profissionais de marketing, engenheiros de produção, entre outros profissionais, dedicamos nossas vidas a “fazer o melhor”.

Estudamos, ensinamos, trabalhamos, batalhamos, apenas para fazer com que as empresas cresçam, para gerar riqueza, para fortalecer a economia e, em última análise, para melhorar a vida humana.

Você sabe que não é fácil. Acordamos cedinho. Pegamos trânsito. Por vezes, almoçamos um lanchinho modesto com Coca-Cola. Vamos tarde para casa, já exaustos. E, com isso, sacrificamos o namoro, a convivência com os filhos, o lazer e o cuidado com a saúde.

Você sabe… Porque “fazer o melhor” sempre exige concentração, dedicação e um baita esforço.

Nós, que trabalhamos, somos os responsáveis pelo prédio que gasta menos energia, pelo automóvel mais seguro, pelo livro que ensina algo novo, pelo prato que engorda menos, pelo programa que ajuda a gerir os recursos humanos da empresa, pela cirurgia que devolve o movimento a um membro lesado.

Quando existe trabalho de verdade, você pode acreditar que existe geração de riqueza, ou seja, de lastro para a economia.

E quando existe lastro, existe prosperidade, de verdade, benefício que se estende em cadeia por toda a sociedade.

Vai aqui um exemplo da área em que atuei até recentemente. Se empreendo para erguer um condomínio sustentável e inteligente, inicio um processo que produz trabalho e renda para engenheiros, arquitetos, designers, eletricistas, encanadores, pedreiros, pintores, azulejistas, jardineiros, instaladores de captores solares, corretores, gente de marketing, publicitários, recicladores, zeladores, profissionais de limpeza, entre tantos outros.

Um prédio é uma cidade em miniatura. Ele transforma a imaginação criativa em produto concreto, em lastro que gera ainda mais lastro para a economia. São justamente os conceitos que exploro em meu mais novo livro: A Economia do Cedro.

Agora, vejam o que revelou, para o mundo todo, via BBC, Alessio Rastani, operador do mercado financeiro:

- Nosso trabalho é ganhar dinheiro com a crise. Não ligamos muito para como vão consertar a economia.

Segundo ele, os governos já “não controlam o mundo”. O poder está com os bancos, como o Goldman Sachs.

Duramente sincero, Rastani explicou que o mercado financeiro não liga para o novo plano de resgate preparado para tentar salvar a economia da zona do euro e que se interessa apenas em faturar alto com uma nova recessão.

- Sonho com esse momento (de crise econômica) há três anos – afirmou Rastani, sem corar, durante entrevista concedida na segunda-feira. – Vou confessar: sonho diariamente com uma nova recessão. Se você tem o plano certo, pode fazer muito dinheiro com isso.

Diante da âncora da BBC, Martine Croxall, visivelmente espantada, Rastani completou: “Estou confiante que esse plano não vai funcionar, independentemente de quanto dinheiro (os governos) puserem. O euro vai desabar. Os mercados estão sendo governado pelo medo”.

Pois é, amigo leitor, tire suas próprias conclusões. Será que o mercado financeiro ainda pode recobrar sua função original de captar investimentos para as atividades realmente produtivas?

Nota:

Depois da entrevista bombástica, o vídeo da BBC virou hit mundial no Youtube e as opiniões do agente independente renderam vários vídeos virais que se espalharam pela Internet.

Houve quem sugerisse que Rastani era um membro do The Yes Men, grupo de ativistas impostores dedicados a expor o lado sombrio de determinados líderes empresariais e políticos.

O grupo, no entanto, desmentiu a notícia.

Questionada, a BBC garantiu que não há evidência de que seja um impostor.

Para a Forbes, que também o entrevistou, parece que se trata de um investidor menor, sem grande importância, em busca de atenção.

A página de Economia do Sapo, Portugal, noticia o seguinte hoje, 28/09:

“Ontem à noite foi avançado por alguns órgãos de comunicação social que Alessio Rastani seria um impostor profissional, membro de um grupo de activistas – os The Yes Men – que se infiltram em fóruns públicos com o objectivo de parodiar as grandes empresas e os seus líderes «que colocam os lucros à frente de qualquer outra coisa».

Notícia essa que foi desmentida pelo grupo e na sequência da qual a BBC garantiu que foram levadas a cabo investigações detalhadas que não encontraram quaisquer evidências de que Rastani seja um impostor, não tendo, no entanto, avançado mais dados”.

Alessio Rastani é também professor e palestrante, confira seu site.

Para acessar a página do facebook de Rastani, clique aqui.

Carlos Júlio é professor, palestrante, empresário e escritor. Siga @profcarlosjulio no twitter e seja fã no Facebook.

Carlos Júlio Carlos Júlio: professor, palestrante, empresário e escritor. Leia mais artigos do Magia da Gestão. Siga @profcarlosjulio no twitter e seja fã no Facebook.
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quinta-feira, 29/09/11

  • Anônimo

    De fato, eu sou um exemplo clássico, assim como inúmeros.
    Geramos riquesa, perdemos nossa saúde física, mental, espiritual ( Entrei em COMA DIABÉTICO,  PERDI MEU CASAMENTO, TENHO TRANSTORNO DO PÂNICO), e hoje, não gero mais receita para os BANCOS, ” Eu ” sou um Advisor Capital Markets.