Fórum Internacional de Gestão, Estratégia e Inovação em Natal com Tom Peters – 26 de Outubro de 2011.
Com o passar do tempo, aprendi que tudo o que o dinheiro pode comprar é barato.
Há coisas, como diz o anúncio da MasterCard, que não têm preço. Meu trabalho – thank God – tem me proporcionado prazeres dessa natureza, simplesmente incomparáveis.
Ontem, em nosso Fórum Internacional de Gestão, Estratégia e Inovação em Natal, tivemos a palestra de Tom Peters.
Passar o dia na bela capital do Rio Grande do Norte já é um privilégio. Estar aqui para discutir o presente e o futuro do management com um guru dessa magnitude, não tem preço!
Tom está agora com 68 anos. Perdeu peso. Afinou. Cuida-se melhor em sua fazenda em West Tinmouth, em Vermont, de onde sai mais de 50 vezes por ano para ministrar palestras, a US$ 100 mil cada.
Durante o severo inverno norte-americano, passa três meses em uma casa de praia que comprou logo ali, na Nova Zelândia.
Tom é outro. Depois de viver 35 anos no Silicon Valley, de servir como consultor da McKinsey & Company e de encarar uma rotina de 15 horas de trabalho por dia e de 100 palestras por ano, Tom reinventou-se.
A propósito, três de seus livros, lançados na virada do milênio, receberam uma rubrica que ilustra esse conceito: Reinventando o Trabalho.
Tom, que lutou no Vietnã no fim dos anos 60, escreveu (em parceria com Richard Waterman, Jr.) In Search of Excellence, traduzido no Brasil como Vencendo a crise, livro que estabeleceu um recorde de vendas no segmento de negócios.
Pode-se até mesmo dizer que Tom inventou a literatura de negócios fora da academia.
Este senhor de cabelos brancos é ainda um grande comunicador e pensador. Durante o dia todo, discorreu sobre a gestão de pessoas, o talento individual, a sinergia das equipes e a eficiência da liderança como pilares do sucesso da empresa moderna.
Ele, que já defendeu o cliente em primeiro lugar, diz agora que o empresário não pode servir bem o cliente se não servir bem, primeiro, seus colaboradores. Nada mal.
Nas organizações contemporâneas, todos deveríamos, de fato, trabalhar para quem trabalha para o cliente.
Inverte-se, assim, definitivamente a pirâmide. O funcionário no topo para servir o cliente. As chefias abaixo, servindo quem serve o cliente.
E por aí vamos…
Carlos Júlio é professor, palestrante, empresário e escritor. Siga @profcarlosjulio no twitter e seja fã no Facebook.
quinta-feira, 27/10/11
























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