Consumo Colaborativo: Conheça serviços que utilizam os mandamentos da Economia do Cedro parte II
Algumas semanas atrás, já falamos aqui no blog sobre o consumo colaborativo, inclusive citando serviços e empresas que estão em sintonia com a Economia do Cedro. Hoje faremos a continuação deste artigo.
Durante a Grande Depressão, a carona se tornou muito popular nos Estados Unidos. Nos anos 1930, o governo federal chegou a estimular essa prática, considerada uma solução para conduzir desempregados às frentes de trabalho.
Tempos depois, vários Estados proibiram esse tipo de transporte solidário. Segundo as autoridades, a ideia era proteger os motoristas. Para muitos críticos, no entanto, a proposta era aquecer o mercado automotivo.
Pedir e oferecer carona se tornou, nos anos 1950, uma forma de expressar o inconformismo com a sociedade de consumo. Pioneiro da Beat Generation, o escritor Jack Kerouac adorava viajar de carona.
Segundo ele, era um meio de estudar o comportamento humano e viver interações cooperativas. Muitos dos livros de Kerouac, como o famoso On the road, narram experiências no ambiente de rodovias e pequenas cidades.
Outros escritores, cineastas e compositores musicais exploraram o tema nos anos seguintes, tratando, sobretudo, de colaboração, diálogo e confiança.
Mais recentemente, a carona passou a figurar em projetos de ambientalistas e defensores do consumo colaborativo e consciente. Compartilhar um veículo durante o trajeto para o trabalho, para a escola ou para um destino turístico, gera os seguintes benefícios:
● Redução dos congestionamentos;
● Diminuição das emissões de CO2;
● Liberação de vagas nos estacionamentos;
● Redução do estresse, especialmente do passageiro.
No Brasil, estimular a carona é fundamental para reorganizar e humanizar as grandes cidades, conforme a estratégia de reforma de condutas que defendo em meu mais recente livro, A Economia do Cedro.
Considerando essa exigência urbana, foi criado, no primeiro semestre deste ano, o projeto Caronetas, estabelecido sobre uma plataforma digital interativa.
Marcio Nigro, CEO da empresa que organiza o sistema, afirma que a meta é tirar 100 mil carros das ruas até o final de 2011. Segundo ele, a equipe tem trabalhado para ganhar a adesão das companhias e, assim, oferecer um serviço seguro e capaz de elevar a qualidade de vida das pessoas.
As empresas podem se cadastrar gratuitamente. É fornecido um link para registro e autenticação dos colaboradores, o que visa a garantir a idoneidade dos participantes.
Os motoristas chamados de caronistas recebem nome e e-mail de possíveis passageiros, chamados de caroneteiros e a indicação de quais também dispõem de automóvel.
O compartilhamento pode ser negociado entre os próprios integrantes do sistema, que podem dividir custos de combustível, pedágio e estacionamento. O site disponibiliza uma série de orientações de etiqueta e segurança para caronistas e caroneteiros.
A turma do Caronetas promove neste 22 de Setembro, Dia Mundial Sem Carro, um evento com debates e palestras sobre consumo colaborativo e transporte compartilhado. Será realizado no Centro Empresarial de São Paulo (Cenesp). A participação é gratuita.
Em países como o Japão e Canadá, o “carpool”, termo que designa esse tipo de transporte solidário, é fortemente incentivado pelos governos centrais e locais.
Os empresários comprovaram que os participantes desses projetos são colaboradores mais atentos, mais colaborativos e mais produtivos. E você, o que está esperando para embarcar nesse projeto?
Carlos Júlio é professor, palestrante, empresário e escritor. Siga @profcarlosjulio no twitter e seja fã no Facebook.
quinta-feira, 22/09/11
























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