Consumo colaborativo. Conheça serviços que utilizam os mandamentos da Economia do Cedro.
Quem é o responsável por isso?
Quando ouvimos essa pergunta, normalmente sentimos o chamado “frio na espinha”. Nada mais natural. Era o que precedia as broncas aplicadas por mães e professoras na infância.
Em geral, elas queriam saber quem era o responsável por quebrar o vaso, derrubar o iogurte no tapete ou pelar o rabo do gato com o aparelho de barba do vovô.
O mundo mudou. E a irresponsabilidade dos adultos secou rios, devastou florestas e desorganizou a economia global.
Seria conveniente, portanto, inverter o sentido da velha pergunta, inserindo-a num contexto positivo.
A partir desta semana, apresentarei alguns cases de consumo colaborativo e responsabilidade explícita, especialmente no universo corporativo.
É uma maneira de mostrar a forma que a Economia do Cedro, tema do meu mais recente livro, pode efetivamente transformar a sociedade em que vivemos.
Num texto anterior, contei da fantástica experiência da Zipcar, uma empresa de origem norte-americana que administra um sistema de compartilhamento de veículos.
Noutro post, relatei a experiência nacional da Green Business, de Guilherme Brammer, destacando o site DescolaAí, que possibilita empréstimo e aluguel de produtos pouco utilizados, como furadeiras e cortadores de grama.
Desta vez, trato de um empreendimento semelhante, denominado Dois Camelos, cujo objetivo é promover trocas em favor do consumo colaborativo, humano, justo, saudável e ambientalmente sustentável.
Fundado há pouco mais de dois meses o serviço hoje conta com cerca de 10 mil usuários.
O cadastro é gratuito e cada participante lista os bens ou serviços que deseja trocar. Em seguida, o sistema trata de distribuir essas informações, cuidando para que cheguem preferencialmente aos amigos, conhecidos e vizinhos do “negociante”.
A rede também credencia estabelecimentos comerciais que, de alguma forma, cultivem valores socioambientais, indicados como “pontos de troca”.
A Dois Camelos possui também uma versão em Inglês, o que conecta entusiastas do consumo colaborativo em qualquer parte do planeta.
Mas, afinal, quem é o responsável por isso?!
A ideia partiu da arquiteta curitibana Fernanda Cunha de Athayde, que se inspirou ao perceber a enorme quantidade de brinquedos e roupas que logo são abandonados pelas crianças.
Segundo ela, o que é descartado por um pode muito bem interessar a outro. Essa ampliação do tempo de uso poupa recursos naturais, reduz a demanda energética e gera menos lixo.
O aplicativo foi desenvolvido pelo empresário Rafael Zanoni, que se tornou sócio da empresa.
Comece a utilizar o serviço e conte-nos a sua experiência. Não esqueça de recomendar o serviço para amigos e continue lendo os artigos aqui do blog.
E… PARABÉNS aos responsáveis!
Carlos Júlio é professor, palestrante, empresário e escritor. Siga @profcarlosjulio no twitter e seja fã no Facebook.
sexta-feira, 26/08/11
























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