5 dicas de gestão corporativa que pode ajudar a polícia.

Primeiramente, convém reconhecer o esforço e a coragem desses homens e mulheres que, diariamente, se esforçam para nos garantir tranqüilidade e segurança. Muitos são realmente heróis e agem movidos pelo mais puro espírito solidário.
Há muito tempo, no entanto, ouvimos sobre o descontentamento nas corporações. Nos últimos dias, o Brasil acompanhou atônito ao movimento dos PMs baianos, rebelados na Assembleia Legislativa.
Um olhar atento perceberá que boa parte desse problema crônico de insatisfação decorre de problemas crônicos de gestão.
Nossa polícia é, na maior parte dos casos, ainda treinada e administrada a partir de velhos modelos do segmento militar da máquina pública.
Segue aqui, 5 dicas de gestão corporativa, que humildemente podem aprimorar e dinamizar uma organização, inclusive, a polícia:
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Investir em segurança é também investir na formação integral e permanente do policial. Não bastam os cursos convencionais. O policial precisa saber lidar com os complexos desafios da vida urbana. Precisa saber, sim, de economia, antropologia, sociologia, psicologia e de relacionamentos. O melhor policial entende seu lugar e seu tempo, interage com as pessoas, e utiliza seu conhecimento para gerar segurança.
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Investir em segurança é também investir em refinamento tecnológico. A melhor polícia usa menos a força e mais a inteligência estratégica. Nas grandes cidades, a polícia precisa saber quem oferece risco e quem corre risco, onde, quando e como. Todo o planejamento logístico e tático depende do aperfeiçoamento desse sistema. Uma adequada “gestão do conhecimento” fará a polícia mais eficiente.
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Como qualquer outro profissional, o policial também pode perder a motivação para realizar seu trabalho. Ele sofre ameaças constantes e vê o pior da sociedade. Portanto, é sempre importante que, ao lado do acompanhamento psicológico, exista um plano de metas, como a redução de ocorrências criminais numa determinada área.
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O mérito deve ser reconhecido. É preciso que os projetos de formação sejam acompanhados de dispositivos de mensuração de resultados. Um grupo ou patrulha que reduz a criminalidade em sua região merece, sim, reconhecimento e promoção.
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A população paga, via impostos, pelos serviços da polícia. O policial precisa, portanto, ver no cidadão uma espécie de cliente. O ideal é que o policial se torne um membro confiável da comunidade. Convém lembrar dos policiais de quarteirão londrinos. O agente da preservação da lei não pode se ocultar na impessoalidade.
As policias, é óbvio, precisam receber melhores salários. Mas a revolução na área passa pela urgente atualização dos métodos de gestão das corporações policiais. Se queremos mesmo um lugar no bloco dos países desenvolvidos, rever a política de segurança pública é fundamental. O caso da Bahia foi divulgado no mundo todo. Certamente, afastou turistas e assustou investidores.
sexta-feira, 10/02/12























