5 dicas básicas para quem enfrenta problema de escassez de mão de obra qualificada
Na semana passada, o IBGE divulgou que a taxa de desocupação (desemprego) no Brasil ficou em 4,7%. É a menor para o mês e também a menor da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), iniciada em 2002. Panorama bem diferente de países europeus. É o caso da Espanha, país que tem taxa próxima a 23%.
Por um lado, a notícia é boa. Por outra, mostra que nosso crescimento está ameaçado pelo apagão de mão de obra, especialmente em setores ligados a obras de infra-estrutura. Trata-se de motivo para preocupação, se considerarmos que resta pouco tempo, por exemplo, para concluir as obras para a Copa do Mundo e a Olimpíada.
Isso explica, por exemplo, a declaração-convite recente do embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva. Segundo ele, o país pode oferecer “excelente oportunidade para os crânios portugueses”, citando áreas como a de Engenharia.
Vilalva ressaltou que os empresários brasileiros têm natural predileção pelos portugueses, em razão dos laços culturais e da língua comum. De fato, essa nova onda migratória já está em curso. Em 2011, dobrou o número de vistos de trabalho concedidos a portugueses.
Também recentemente, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil concederá novos vistos de trabalho a haitianos. Muitos deles já estão sendo disputados por empresas de Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina.
Realizada no fim do ano passado, uma pesquisa da consultoria de RH ManpowerGroup mostrou que 14% dos empregadores brasileiros buscam mão de obra estrangeira.
A maior demanda é por técnicos, engenheiros, professores e administradores em cargos executivos. Quase 20% das empresas pesquisadas já têm entre um e cinco colaboradores expatriados em cargos gerenciais.
Hoje, as leis do trabalho no Brasil são bastante rigorosas e dificultam esse tipo de contratação. As pressões do setor produtivo, no entanto, podem gerar alguma flexibilização nas regras atuais.
Ofereço cinco dicas básicas para quem enfrenta problema de escassez de mão de obra qualificada.
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Nada de xenofobia. Trazer um estrangeiro para compor seu quadro de colaboradores pode, sim, oxigenar sua empresa. A miscigenação cultural é sempre um fator de crescimento e qualificação das corporações. Se o mundo dos consumidores é global, nada mais apropriado que globalizar o mundo da produção.
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Procure por competências e não por aparência. Você encontrará bons profissionais entre ingleses, italianos, portugueses e até entre os haitianos, que hoje fogem da fome num país devastado por um terremoto. Entre esses, há alguns com boa formação, nas mais diversas áreas.
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Esteja pronto para estabelecer uma relação de troca com esse profissional. Nos primeiros meses, você será responsável por sua inserção na cultura brasileira. Vale a pena gastar com um curso de Português, mesmo que seja para adaptação dos irmãos lusitanos. Se você tem um grupo de estrangeiros, mesmo que reduzido, convém realizar um ciclo de palestras de aclimatação. Contrate um profissional capaz de mostrar-lhes os aspectos mais importantes do “jeito brasileiro” de fazer as coisas.
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Destaque um tutor. Se você contratou um engenheiro, por exemplo, designe um de seus colaboradores para acompanhá-lo por um tempo. Invista nessas parcerias. Sai ganhando o estrangeiro, que aprende nossa língua e nossos costumes. Sai ganhando o brasileiro, que acumula conhecimentos de outra cultura.
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No caso da contratação de colaboradores sem alta qualificação, esteja atento ao cumprimento rigoroso das leis trabalhistas. Empresas sediadas no Brasil pensaram fazer bom negócio ao explorar trabalhadores bolivianos ou paraguaios. O tiro, entretanto, saiu pela culatra. A revelação desses regimes ilegais de trabalho manchou gravemente a imagem dessas organizações. Para saber mais sobre o tema, consulte o site Ministério do Trabalho clicando aqui.
sexta-feira, 03/02/12























